Caso envolve militar que acreditou ser pai e apoiou financeiramente a companheira durante todo o período
Uma jovem foi detida na Cidade de Maputo, suspeita de rapto de uma criança de aproximadamente um ano de idade, após ter simulado uma gravidez ao longo de mais de um ano para convencer o esposo, um militar, de que era capaz de ter filhos.
De acordo com informações apuradas, o caso remonta a 2024, quando a jovem, que vivia maritalmente com o militar, engravidou, mas acabou por perder o bebé de forma prematura. Abalada emocionalmente, deslocou-se posteriormente à sua terra natal, na província de Inhambane.
Meses depois, a jovem comunicou ao companheiro que estaria novamente grávida. Ao longo do período, enviou fotografias e apresentou supostas testemunhas para sustentar a alegação. Já em 2025, informou que teria dado à luz, levando o militar a continuar a prestar apoio financeiro, na expectativa de assumir a paternidade.
No início de 2026, a suspeita regressou à Cidade de Maputo na companhia de uma criança, que apresentou como sendo sua filha. No entanto, inconsistências na narrativa levantaram suspeitas por parte da família, nomeadamente o facto de o bebé ser do sexo feminino, contrariamente ao que havia sido anteriormente comunicado, e de não apresentar semelhanças físicas com os supostos progenitores.
Perante as dúvidas, o caso foi encaminhado ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que iniciou investigações. As diligências indicaram que a jovem não teria engravidado, tendo alegadamente recorrido ao rapto de uma criança na Praça dos Combatentes, na Cidade de Maputo, para sustentar a versão apresentada ao companheiro.
A suspeita foi posteriormente localizada e detida pelas autoridades, estando agora a responder por um processo-crime.
Reagindo ao caso, o militar afirmou não haver possibilidade de reconciliação. “Não há como haver mais amor entre nós. Ela mentiu, e mentiu gravemente”, declarou.
Além das implicações criminais, o caso deixa também consequências pessoais e materiais, com o militar a lamentar os gastos efectuados na preparação para a chegada do suposto filho, incluindo a aquisição de enxoval, fraldas e outros bens, que deverão agora ser encaminhados para doação. Redacção

