O Governo assinou, esta terça-feira (8), o contrato de concessão para a construção e exploração do Terminal Logístico de Dondo, na província de Sofala, um investimento estimado em 117 milhões de dólares norte-americanos que visa reforçar a capacidade do Corredor da Beira e reduzir a pressão sobre o Porto da Beira.
O contrato, celebrado através do Ministério dos Transportes e Logística, foi assinado com a sociedade Terminal Logístico de Dondo, S.A. (TLD), que ficará responsável pela implementação e gestão do projecto durante um período de 25 anos.
Segundo o Governo, o terminal deverá funcionar como um porto seco, contribuindo para melhorar o fluxo de mercadorias, aumentar a eficiência logística e impulsionar o comércio nacional e regional.
As projecções oficiais apontam que o empreendimento poderá gerar cerca de 600 milhões de dólares em receitas para o Estado ao longo do período da concessão. O montante resulta das taxas de concessão, impostos, compensações relativas à utilização da estrada alternativa ao Porto da Beira e dividendos correspondentes à participação dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) no consórcio.
Na cerimónia de assinatura, o ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe, afirmou que o projecto representa um passo estratégico para o desenvolvimento da infraestrutura logística do país.
Segundo o governante, para além de reduzir o congestionamento registado no Porto da Beira, o empreendimento deverá criar postos de trabalho durante a fase de construção, dinamizar a economia da província de Sofala e abrir novas oportunidades para o sector privado.
O ministro garantiu ainda que o Governo irá acompanhar de perto a execução da obra para assegurar o cumprimento dos prazos estabelecidos.
A expectativa do Executivo é que o terminal entre em funcionamento dentro de aproximadamente 15 meses, permitindo aliviar a crescente procura pelos serviços do Corredor da Beira.
Por sua vez, o representante do consórcio Union Portlink Capital, Lda., e ZHONGMEI UNION, Hefeng Dong, agradeceu a confiança depositada pelo Governo moçambicano e assegurou que o projecto será executado conforme o cronograma definido.
O investimento é apontado pelo Governo como uma das principais apostas para reforçar a competitividade logística de Moçambique e consolidar o Corredor da Beira como uma importante plataforma de comércio para os países do interior da África Austral. Redacção



















