A cidade de Lichinga, na província do Niassa, acolheu esta segunda-feira, 10 de Novembro, o lançamento oficial da Nova Centralidade Urbana, conhecida como Nova Cidadela, uma intervenção estruturante integrada no Projecto Terra Infraestruturada. A iniciativa marca um novo ciclo na aposta pela urbanização planeada, pelo ordenamento territorial e pela promoção da inclusão social em Moçambique.
O acto foi dirigido pela Governadora do Niassa, Judite Massengele, e contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração do Fundo para o Fomento de Habitação (FFH, FP), Armindo Munguambe. Ambos destacaram que a nova centralidade constitui uma resposta concreta ao desafio de ampliar o acesso da população a terra organizada e infraestruturada, criando condições para a construção de habitações dignas e para o desenvolvimento económico sustentável.
Com um investimento estimado em 78,5 milhões de meticais, o projecto prevê a disponibilização de 2.000 talhões infraestruturados, sistemas de abastecimento de água e energia eléctrica, saneamento básico, vias de acesso, bem como áreas reservadas para serviços públicos e privados, incluindo escolas, unidades sanitárias, esquadras, estabelecimentos comerciais e espaços de lazer.
Na sua intervenção, a Governadora Judite Massengele afirmou que a Nova Cidadela representa “um esforço conjunto entre o Governo Provincial e o FFH, que materializa a visão do Presidente da República, Daniel Chapo, de garantir condições reais para que cada família, jovem e cooperativa possa construir a sua casa com segurança e sustentabilidade”. Sublinhou ainda que cabe ao Estado assegurar infra-estruturas de base e critérios transparentes na atribuição dos talhões.

A dirigente avançou que o projecto abrange uma área inicial de 300 hectares, onde serão implantados os 2.000 talhões previstos, integrando redes de água, saneamento, energia eléctrica, estradas e espaços destinados a serviços públicos e privados. “Queremos ver nascer bairros organizados, com crianças que crescem em paz, mulheres que realizam os seus projectos de vida e jovens que concretizam o sonho da primeira casa”, afirmou.
Por sua vez, o PCA do FFH, Armindo Munguambe, salientou que o Projecto Terra Infraestruturada constitui “um instrumento de transformação social e territorial”. Segundo revelou, o Governo prevê disponibilizar 49.200 talhões infra-estruturados no período 2025–2029, dos quais 6.318 estão já em fase de materialização em diversas províncias, incluindo 1.058 talhões em Lichinga.
O lançamento da Nova Cidadela marca o início de um processo que visa consolidar cidades resilientes, seguras e inclusivas, alinhadas com os compromissos nacionais de desenvolvimento sustentável e com a estratégia de ordenamento do território.
As actividades prosseguem esta terça-feira, 11 de Novembro, com a Governadora do Niassa a proceder à colocação do marco simbólico da primeira pedra, acto que assinalará oficialmente o início físico das obras de urbanização da nova centralidade.
