O Presidente da República, Daniel Chapo, já está em Malabo, na Guiné Equatorial, onde participa, a partir desta sexta-feira, na 11ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP), um encontro que reúne 79 países e decorre até 29 de Março.
Num contexto global marcado por crises económicas, alterações climáticas e disputa por financiamento internacional, Moçambique entra na cimeira com uma agenda centrada na captação de recursos, reforço da cooperação entre países do Sul e resposta aos impactos climáticos.
A OEACP, que representa cerca de 1,2 mil milhões de habitantes, tem vindo a afirmar-se como um bloco com peso crescente nas negociações internacionais, sobretudo em matérias como sustentabilidade, segurança alimentar e acesso a financiamento para o desenvolvimento.
Sob o lema “Uma OEACP transformada e renovada num mundo em mudança”, os líderes deverão avaliar o cumprimento das decisões saídas da última cimeira, realizada em 2022, em Luanda, num momento em que muitos países membros enfrentam dificuldades económicas agravadas e maior pressão externa.
Durante os trabalhos, que incluem sessões plenárias e encontros bilaterais, Daniel Chapo deverá intervir no Debate Geral, onde se espera que defenda maior equidade no acesso ao financiamento internacional e destaque os desafios de Moçambique na adaptação às mudanças climáticas — um tema cada vez mais central para países vulneráveis como o país.
Nos bastidores, a diplomacia moçambicana procura também reforçar parcerias e explorar oportunidades de cooperação económica, numa altura em que o país continua dependente de apoio externo para impulsionar o seu desenvolvimento.
A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Fátima Manso, destacou que a cimeira surge num momento crítico para os países membros. Segundo afirmou, o encontro pretende reforçar a unidade e a solidariedade entre os Estados, num cenário internacional cada vez mais incerto e competitivo.
A participação de Moçambique nesta cimeira acontece numa fase em que o país enfrenta múltiplos desafios internos, desde pressões económicas a eventos climáticos extremos, factores que tornam o acesso a financiamento e a cooperação internacional não apenas uma prioridade diplomática, mas uma necessidade urgente. Redacção

