Provedores de Justiça africanos unem-se para modernizar investigação de casos de corrupção

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
blank

A crescente sofisticação dos esquemas de corrupção e dos crimes financeiros está a levar as instituições de fiscalização em África a recorrer cada vez mais à tecnologia e à investigação forense. Com esse propósito, representantes de Provedorias de Justiça de vários países africanos participam, de 21 a 24 de Julho, em Windhoek, Namíbia, numa formação dedicada à utilização de ferramentas digitais no combate à corrupção.

Promovida pelo African Ombudsman Research Centre (AORC), a capacitação decorre sob o tema “Investigações Forenses e Tratamento Digital de Casos: Integrar a Tecnologia no Ecossistema Anticorrupção” e reúne representantes de 34 delegações africanas.

A formação tem como objectivo reforçar as competências técnicas dos participantes em áreas como investigação forense, gestão electrónica de processos, recolha e tratamento de provas digitais, triagem de denúncias e utilização de tecnologias inovadoras para prevenir, investigar e combater práticas de corrupção, promovendo simultaneamente a boa governação.

blank

Moçambique participa ao mais alto nível, representado pelo Isaque Chande, que considerou a iniciativa uma oportunidade para fortalecer a cooperação entre instituições congéneres e partilhar experiências sobre os desafios enfrentados pelos órgãos de fiscalização no continente.

Segundo Isaque Chande, o intercâmbio de conhecimentos permitirá às Provedorias de Justiça adoptar soluções mais modernas e eficazes, contribuindo para uma actuação mais transparente, eficiente e orientada para a defesa dos direitos dos cidadãos.

A delegação moçambicana integra igualmente a Directora de Estudos, Planificação e Cooperação da Provedoria de Justiça, Lalita Balate Guambe, cuja participação se enquadra na estratégia institucional de reforço das capacidades técnicas e de adopção de boas práticas internacionais.

A sessão de abertura contou com intervenções do Presidente da Câmara de Windhoek, da Secretária-Geral da Associação dos Provedores de Justiça e Mediadores Africanos, da Presidente do AORC, do Provedor de Justiça da Namíbia e do Ministro da Justiça e Relações Laborais daquele país, que defenderam uma maior cooperação continental para enfrentar os novos desafios impostos pela criminalidade económica e pela corrupção.

Esta é a segunda formação organizada pelo AORC desde o relançamento do seu programa de capacitação, em Março deste ano, reflectindo a crescente aposta das instituições africanas na inovação tecnológica como instrumento para tornar mais eficazes as investigações, aumentar a transparência e fortalecer os mecanismos de prevenção e combate à corrupção no continente. Redacção

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *