Portugal vai reforçar a resposta humanitária em Moçambique com o envio de militares, peritos especializados, equipamento de emergência e um apoio financeiro de 300 mil euros, numa altura em que milhares de famílias enfrentam as consequências devastadoras das cheias.
De acordo com uma nota do gabinete do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, o apoio inclui um contingente inicial de 36 militares, podendo chegar até 100 efectivos da Força de Reação Imediata (FRI), caso a situação no terreno o justifique.
A força destacada terá a missão de prestar apoio humanitário directo à população, estando equipada com módulos de emergência nas áreas de comando e controlo, assistência sanitária, engenharia, cooperação civil-militar, busca e salvamento, além de apoio logístico. No total, seguirão para Moçambique dez toneladas de material destinado a operações de emergência.
Paralelamente ao apoio militar, Portugal vai canalizar 300 mil euros através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, verba que será aplicada na resposta humanitária sob coordenação das Nações Unidas/OCHA.
O pacote de ajuda inclui ainda dois peritos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), especializados em barragens, infra-estruturas e gestão de cheias, que irão integrar a equipa internacional de Avaliação e Coordenação de Desastres das Nações Unidas (UNDAC). Estão igualmente previstos 400 kits de higiene, 125 kits de cozinha, 15 tendas e o envio de um perito português na área da saúde.
Segundo o comunicado, caso a evolução da crise o exija, Portugal admite mobilizar uma equipa médica de emergência e até um hospital de campanha, em coordenação com parceiros internacionais.
Entretanto, a situação humanitária em Moçambique continua a agravar-se. Dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres indicam que o número de mortos subiu para 14, enquanto quase 155 mil casas foram inundadas nas últimas semanas, deixando milhares de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.
Se quiseres, posso deixar o título ainda mais emocional ou puxar para um ângulo crítico, do tipo “ajuda chega, mas crise cresce”. Redacção

