Mais de mil alunos estudam dentro de prisão em Nampula — Governo promete solução urgente

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
blank

O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, anunciou que o governo provincial está a estudar soluções para retirar mais de mil alunos que actualmente frequentam aulas no interior do Estabelecimento Penitenciário Regional Norte, uma situação que tem vindo a gerar preocupação entre autoridades e sociedade civil.

A escola foi criada em 2022 como uma medida temporária para ampliar o acesso à educação, aproveitando espaços disponíveis dentro da unidade prisional, face à escassez de infra-estruturas escolares na região.

Contudo, com o aumento significativo do número de estudantes, a convivência com reclusos passou a ser considerada inadequada, levantando questões ligadas à segurança, disciplina e ao impacto psicológico no desenvolvimento das crianças e jovens.

Em declarações à imprensa, Abdula assegurou que o executivo provincial está empenhado em encontrar alternativas que permitam transferir os alunos sem comprometer o calendário escolar nem prejudicar o processo de aprendizagem.

“Estamos a analisar soluções que garantam um ambiente seguro e adequado para as aulas, longe de qualquer risco associado à presença de reclusos”, afirmou.

Segundo o governador, o plano passa pela mobilização de parceiros institucionais e financiadores para viabilizar a construção de novas salas de aula fora do perímetro penitenciário.

A iniciativa prevê a criação de infra-estruturas modernas, com condições adequadas de ensino, incluindo espaços de recreação que promovam o desenvolvimento integral dos alunos.

Abdula destacou que a segurança e o bem-estar dos estudantes constituem prioridade para o governo provincial, razão pela qual estão a ser acelerados esforços para encontrar uma solução eficaz.

O dirigente apelou ainda ao envolvimento do sector privado, organizações da sociedade civil e da comunidade, reforçando o compromisso do governo de Nampula com a promoção de uma educação segura, inclusiva e de qualidade.

A presença de estudantes no interior de uma unidade prisional continua, entretanto, a suscitar debate público sobre os limites das soluções improvisadas no sector da educação. Agostinho Miguel

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *