A KFC homenageia 55 mulheres que dão mais a África

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A cadeia internacional de restauração KFC África anunciou a homenagem a 55 mulheres africanas que se destacam pelo impacto social nas suas comunidades, numa iniciativa inserida nas celebrações do Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de março.

De acordo com a empresa, a iniciativa pretende reconhecer mulheres que, através do seu trabalho em diferentes áreas, contribuem para ampliar oportunidades, promover igualdade e melhorar as condições de vida nas comunidades africanas.

Entre as personalidades destacadas estão Lesego Chombo, do Botsuana, e Raïssa Banhoro, da Costa do Marfim. Chombo, que foi coroada Miss Botsuana em 2022, criou uma fundação destinada a apoiar jovens desfavorecidos e famílias em zonas rurais. Posteriormente, após concluir o seu mandato como Miss Mundo África em 2024, foi nomeada Ministra da Juventude e dos Assuntos de Género do Botsuana, tornando-se a mais jovem integrante do governo do país.

Já Raïssa Banhoro desenvolveu a Lucie, considerada a primeira aplicação móvel de literacia na Costa do Marfim com assistência vocal em língua local. A plataforma foi criada para ajudar a ultrapassar barreiras de literacia e acesso digital entre mulheres. A empreendedora também lançou um modelo de formação digital intensiva e gratuita para jovens fora do sistema de ensino e do mercado de trabalho, alcançando, segundo a organização, uma taxa de empregabilidade total entre os participantes formados.

Segundo Akhona Qengqe, diretora-geral da KFC África, as homenagens procuram destacar histórias de mulheres que têm contribuído para gerar mudanças concretas nas suas comunidades.

“Estas não são apenas histórias de conquistas individuais, mas exemplos de mulheres que ampliam o acesso a oportunidades, criam novas perspetivas e oferecem esperança onde antes havia limitações”, afirmou.

A iniciativa integra uma trajetória de 55 anos de presença da marca em África, período durante o qual a empresa afirma ter desenvolvido diversas ações de apoio comunitário e de promoção da igualdade de género. Atualmente, cerca de 60% da força de trabalho da KFC no continente é composta por mulheres, segundo dados divulgados pela organização.

Entre outras mulheres reconhecidas este ano está Nice Leng’ete, do Quénia, que tem trabalhado para combater a mutilação genital feminina nas comunidades Maasai, ajudando milhares de raparigas a evitar esta prática. Também integra a lista Dr. Germaine Retofa, de Madagáscar, conhecida pelo trabalho no reforço dos cuidados de saúde materna em regiões vulneráveis do país.

De Moçambique, a lista inclui Alexandra Machado, destacada pelo desenvolvimento de um modelo de mentoria circular para mulheres, iniciativa que, segundo a organização, já beneficiou cerca de 25 mil moçambicanas, contribuindo para aumentar a permanência de raparigas no sistema educativo e fortalecer a liderança feminina.

A diretora de Recursos Humanos, Cultura e Propósito da KFC África, Nolo Thobejane, afirmou que o tema deste ano, “Dar para Ganhar”, procura demonstrar que iniciativas de apoio comunitário podem gerar benefícios amplos para as sociedades.

Segundo a responsável, programas como Add Hope, que fornece refeições a crianças vulneráveis, e iniciativas de formação e liderança para mulheres têm contribuído para fortalecer comunidades e ampliar oportunidades económicas.

A empresa considera que a visibilidade de histórias de liderança feminina pode ajudar a acelerar a promoção da igualdade de género no continente. Dados do Relatório Global sobre Disparidades de Género 2025, do Fórum Económico Mundial, indicam que a paridade plena entre homens e mulheres na África Subsaariana poderá levar mais de um século se o ritmo atual de progresso se mantiver.

Para a KFC África, contudo, o trabalho de mulheres que atuam em diferentes áreas demonstra que mudanças sociais relevantes podem ocorrer quando existem iniciativas concretas de inclusão e capacitação.

Segundo a organização, o objetivo da homenagem é dar maior visibilidade a mulheres cujas ações têm impacto direto nas suas comunidades e que contribuem para promover desenvolvimento social em vários países africanos. Redacção

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