O arranque do Moçambola 2026 continua envolto em incerteza, sem uma data oficial definida, numa altura em que persistem impasses logísticos e financeiros que travam o início da principal prova do futebol moçambicano.
A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) confirmou, numa reunião realizada na terca-feira (17), que ainda não chegou a acordo com as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), entidade crucial para assegurar o transporte das equipas ao longo da competição.
Segundo uma fonte ligada ao processo, a LAM mantém uma posição rígida nas negociações, recusando a proposta da Liga de emissão de bilhetes sem pagamento antecipado. A transportadora exige ainda a regularização de uma dívida acumulada de épocas anteriores como شرط prévio para qualquer novo entendimento.
O transporte aéreo representa a principal fatia dos custos operacionais do campeonato, razão pela qual a LMF tenta negociar tarifas mais baixas em relação à época passada, numa tentativa de viabilizar financeiramente a prova.
A falta de consenso reacende memórias recentes: o Moçambola 2025 não foi concluído precisamente por incapacidade financeira para custear deslocações, deixando a competição incompleta e levantando dúvidas sobre a sua sustentabilidade.
Inicialmente, o início da edição deste ano estava apontado para 28 de Março ou, no limite, 4 de Abril, prazos que agora se tornam cada vez mais improváveis face ao actual impasse.
Entretanto, mesmo após a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) ter formalizado a cedência dos direitos de organização à LMF, continuam por anunciar a data da Assembleia Geral e o sorteio da prova, etapas essenciais para o arranque do campeonato.
Perante este cenário, cresce o debate em torno da necessidade de repensar o modelo competitivo do futebol nacional, ajustando-o às reais condições financeiras e logísticas do país, de forma a garantir a conclusão da prova e a credibilidade desportiva. Redacção

