Crise de combustível agrava transporte de passageiros em Nampula

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A escassez de combustível que afecta várias regiões do país começa a ter impactos visíveis no sector dos transportes urbanos. Na cidade de Nampula, a situação já condiciona a mobilidade de milhares de passageiros.

Nas primeiras horas do dia, regista-se uma redução significativa da oferta de transporte em quase todas as 21 rotas que servem a cidade, deixando muitos utentes sem alternativas para se deslocarem.

Perante a falta de combustível, alguns operadores de transporte semi-colectivo optam por encurtar os percursos, enquanto outros agravam as tarifas nos trajectos intermédios. O preço habitual de 10 meticais por troço chega, em alguns casos, a triplicar.

“Não temos combustível suficiente e estamos a tentar garantir algum lucro. Somos obrigados a correr contra o tempo, o que acaba por afectar também as receitas”, explicou um motorista que preferiu o anonimato.

Na tarde desta terça-feira (5), a zona do CIPAL, um dos principais pontos de ligação da cidade, registou elevada concentração de passageiros à procura de transporte.

“Há escassez de chapas por causa do combustível. Não tem sido fácil nos últimos dias, e os motoristas estão sempre a ameaçar subir o preço”, relatou Amina José.

Outro utente, Selemane Adamo, afirma que a crise já afecta directamente o quotidiano dos cidadãos, comprometendo compromissos e actividades.

“Este problema agravou ainda mais a falta de transporte. Antes recorríamos aos táxi-mota, mas agora também aumentaram os preços, porque está difícil conseguir combustível nas poucas bombas em funcionamento”, disse.

Os utentes questionam ainda a reduzida circulação dos autocarros públicos recentemente introduzidos pelo Governo para aliviar a pressão no transporte urbano.

“Recebemos autocarros, mas até hoje quase não circulam. Pedimos ao município que os coloque em funcionamento, sobretudo neste período difícil, marcado por encurtamento de rotas e subida de preços”, apelaram.

Entretanto, uma fonte do Conselho Municipal de Nampula indicou que a edilidade está a avaliar a possibilidade de reajustar as tarifas de transporte, medida que aguarda aprovação da Assembleia Municipal. Agostinho Miguel

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