A APSUSM anunciou a continuidade da greve nacional no sector da saúde e exigiu a responsabilização política do ministro da Saúde, acusando o Governo de incapacidade para responder à crise que afecta os hospitais públicos em Moçambique.
Em comunicado dirigido ao povo moçambicano e à comunidade internacional, a associação afirma que a situação nas unidades sanitárias do país continua crítica devido à alegada escassez de medicamentos, material cirúrgico e condições básicas de funcionamento.
Segundo a APSUSM, desde Janeiro de 2026 terão sido registadas cerca de 2.673 mortes associadas à degradação das condições de atendimento no sistema nacional de saúde, número que a organização considera “alarmante” e que atribui à falta de resposta efectiva das autoridades governamentais.
A associação acusa igualmente o Executivo de conduzir um processo de diálogo “sem resultados concretos”, alegando que os representantes indicados pelo Governo para as negociações não possuem poder de decisão nem competência técnica para resolver os principais problemas apresentados pelos profissionais de saúde.
No documento, a APSUSM denuncia ainda alegadas irregularidades no armazenamento de medicamentos e artigos médicos no CMAM, incluindo problemas de higiene, infiltrações e presença de roedores em armazéns da instituição.
Entre as medidas anunciadas, a organização destaca a manutenção da greve nacional, a suspensão da participação em reuniões consideradas improdutivas e a submissão de denúncias formais a instituições nacionais e parceiros internacionais ligados ao sector da saúde.
A continuidade da paralisação volta a aumentar a pressão sobre o sistema nacional de saúde, numa altura em que várias unidades sanitárias enfrentam dificuldades de funcionamento e crescente procura de serviços hospitalares. Redacção

