As aplicações financeiras do Fundo Soberano de Moçambique renderam mais de 1 milhão de dólares em apenas três meses, segundo o relatório referente ao primeiro trimestre de 2026 divulgado pelo Banco de Moçambique.
O lucro líquido obtido entre Janeiro e Março resulta essencialmente dos juros pagos por bancos internacionais onde os recursos do Fundo estão depositados.
O relatório mostra que as taxas de juro das aplicações variaram entre 3,6% e 3,72% ao ano.
Os depósitos encontram-se distribuídos entre o BRED Banque Populaire, o Toronto Dominion Bank e o Sumitomo Mitsui Trust Bank.
Apesar do desempenho positivo, o Banco de Moçambique alerta que os resultados futuros poderão sofrer oscilações quando o Fundo avançar para investimentos mais diversificados nos mercados financeiros internacionais.
Afinal, o que é o Fundo Soberano de Moçambique e para que serve?
O Fundo Soberano de Moçambique foi criado para gerir parte das receitas provenientes da exploração de gás natural e petróleo, funcionando como uma espécie de “poupança nacional” destinada a beneficiar tanto a geração actual como as futuras.
Segundo a legislação do FSM, o objectivo é evitar que toda a riqueza do gás seja consumida imediatamente pelo Estado, permitindo que parte dos recursos seja investida e gere rendimentos ao longo do tempo.
O mecanismo pretende igualmente reduzir o impacto da volatilidade das receitas petrolíferas sobre o Orçamento do Estado.
Neste momento, o Fundo já administra mais de 116 milhões de dólares provenientes sobretudo das receitas do gás natural liquefeito da Bacia do Rovuma. Redacção

