A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) estuda a possibilidade de recorrer a parcerias público-privadas (PPPs) para reduzir as longas filas de camiões que se acumulam na fronteira de Machipanda, na província de Manica. Segundo o porta-voz da instituição, Fernando Tinga, o problema não se restringe a Machipanda, verificando-se igualmente nos corredores de Maputo, Beira e Nacala.
Reconhecendo que as actuais infra-estruturas são insuficientes para responder ao elevado volume de trânsito de mercadorias, a AT tem vindo a reforçar a colaboração com operadores logísticos, transportadores e gestores de terminais, de modo a encontrar soluções imediatas e de médio prazo.
Entre as medidas já implementadas, destacam-se a criação de portos secos para manuseamento de cargas, a exploração de corredores alternativos como o de Cassicatiza e a disponibilização de parques temporários de camiões ao longo da Estrada Nacional N.º 6, em Messica e no cruzamento para Tete. Outra acção foi a extensão do perímetro fronteiriço em 200 metros, permitindo acelerar o processo de desselagem de camiões em trânsito.
Tinga acrescentou ainda que há coordenação permanente com as autoridades do Zimbabwe, tendo sido realizado, no passado dia 16, um encontro bilateral para avaliar o sistema e definir estratégias conjuntas de normalização do trânsito.
“Estas medidas fazem parte de um esforço mais amplo para garantir fluidez no comércio externo, melhorar a comodidade dos transportadores e reforçar o controlo aduaneiro”, concluiu o porta-voz.

