O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, exortou esta quarta-feira (19) a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) a desempenhar um papel mais activo na dinamização da economia nacional, formando jovens capazes de gerar oportunidades de emprego em vez de dependerem exclusivamente do mercado laboral tradicional. O apelo foi lançado durante a segunda cerimónia de graduação da UEM, em Maputo.
Chapo afirmou que o país vive um cenário em que milhares de licenciados permanecem sem colocação profissional, não por falta de qualificação, mas porque o mercado formal não cresce ao mesmo ritmo que o número de graduados. “O tempo em que o diploma garantia automaticamente um emprego chegou ao fim”, alertou o Chefe do Estado. O novo desafio das instituições de ensino superior, acrescentou, é “formar criadores de emprego e não apenas candidatos a emprego”.
Inserindo o tema na agenda da Independência Económica que orienta o actual ciclo governativo, Chapo sustentou que o ensino superior deve transformar-se num motor de inovação, empreendedorismo e produção científica aplicada. Defendeu a modernização dos currículos, o reforço das ligações entre a academia e o sector produtivo, e a adopção de uma cultura universitária orientada para resultados concretos na economia real.
O Presidente sublinhou ainda que a ciência deve servir a transformação social, instando a UEM e as demais universidades públicas e privadas a intensificarem o investimento na investigação, no empreendedorismo juvenil e na transferência de tecnologia. “Precisamos de uma universidade que dialogue com as fábricas, com os laboratórios, com os campos agrícolas e com as startups”, destacou.
Chapo concluiu defendendo que a UEM possui todas as condições para continuar a liderar o ensino superior moçambicano, desde que se adapte às novas exigências do país e do mundo. “O verdadeiro poder não está apenas nos recursos naturais, mas na inteligência, na ciência e na capacidade de inovar”, afirmou.

