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	<title>Arquivo de Cultura - Jornal NGANI</title>
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	<title>Arquivo de Cultura - Jornal NGANI</title>
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		<title>Já não há Massukos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 10:53:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem ficar em Lichinga por duas, quatro ou seis semanas vai perceber que, em termos culturais, quem enche as casas de pasto é Simão Fontes, vocalista principal dos Massukos, acompanhado por mais três companheiros. Um baixista, uma corista e um pianista. Além de Simão, também é possível encontrar Sócrates, outro veterano da banda, actuando sozinho [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Quem ficar em Lichinga por duas, quatro ou seis semanas vai perceber que, em termos culturais, quem enche as casas de pasto é Simão Fontes, vocalista principal dos Massukos, acompanhado por mais três companheiros. Um baixista, uma corista e um pianista. Além de Simão, também é possível encontrar Sócrates, outro veterano da banda, actuando sozinho numa casa de pasto, com outro vocalista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi o que verifiquei durante uma curta passagem por ali. E foi essa presença, paradoxalmente, que me devolveu uma ausência. Porque, ao encontrar músicos dos Massukos espalhados por diferentes palcos, em formações reduzidas ou actuando individualmente, comecei a perguntar-me, sem pretender transformar uma impressão em sentença. Onde estão os Massukos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na cidade, a narrativa que circula é a de que a banda já não existe propriamente como conjunto, estando os seus principais protagonistas a seguir percursos diferentes. Há até quem diga que o seu líder estará prestes a integrar outra formação local. Não sei se assim é. E, por não saber, não me parece prudente converter conversa de rua em verdade publicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de uma das actuações, perguntei directamente a Simão se aquelas apresentações reduzidas significavam o fim dos Massukos. Respondeu que não. A banda continua a existir. Registei a resposta e preferi não aprofundar. Afinal, entre o que se diz numa cidade e aquilo que os protagonistas sabem sobre a sua própria história existe, muitas vezes, um território onde o jornalista deve caminhar com prudência.&nbsp;Mas a pergunta permanece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez ela seja legítima porque os Massukos nunca foram apenas uma banda.&nbsp;Desde 1995, construíram uma das mais importantes pontes culturais entre o Niassa e o mundo. Levaram a música da província a Portugal, ao Reino Unido, ao Japão e a outros espaços onde, para muitos, o Niassa talvez fosse apenas um nome distante no mapa. Nas suas canções cabiam a vida quotidiana, as dificuldades sociais, a higiene, o saneamento, o HIV/SIDA e, sobretudo, uma determinada maneira de olhar e traduzir culturalmente a realidade moçambicana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram, portanto, músicos, mas também depositários de memória. E, num país em que tantas manifestações culturais desaparecem sem arquivo, sem registo e sem cerimónia, isso não é pouca coisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É verdade que nenhuma banda é eterna. A história universal da música está cheia de grupos que chegaram ao fim, alguns depois de uma longa convivência e outros exacatemnte quando pareciam mais fortes. Os Beatles acabaram. O ABBA interrompeu a sua trajectória. O Africa 70 de Fela Kuti também conheceu transformações profundas. A dissolução de uma banda é, muitas vezes, apenas a consequência natural da passagem do tempo, das diferenças humanas, das circunstâncias económicas ou da necessidade de cada músico reinventar a própria vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há escândalo nisso.&nbsp;O que seria lamentável é que uma formação com a importância dos Massukos desaparecesse simplesmente por erosão, sem que ninguém percebesse quando deixou de existir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez os Massukos estejam vivos, apenas diferentes. Talvez estejam em pausa. Talvez estejam a reinventar-se. Talvez a ideia de “banda” tenha sobrevivido para além da formação que conhecemos. Ou talvez estejamos perante o princípio discreto de um fim que ainda ninguém teve coragem, ou necessidade, de anunciar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualquer que seja a resposta, ela merece ser contada pelos próprios protagonistas. Não por nostalgia barata, nem para exigir que músicos permaneçam juntos contra a sua vontade. Mas porque certas instituições culturais deixam de pertencer apenas aos seus criadores. Tornam-se parte da memória colectiva. E os Massukos, gostemos ou não, já pertencem à memória do Niassa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a pergunta não é apenas, “Já não há Massukos?” A pergunta mais profunda talvez seja outra. O que acontece a uma parte da identidade cultural de uma província quando os seus principais intérpretes deixam de tocar juntos? Lichinga talvez saiba a resposta. Eu, por enquanto, vou-me embora, apenas com a pergunta. Hasta la vista! <em><strong>El Patriota!</strong></em> </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>X-Festival leva música, cultura e criatividade para a juventude de Maputo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 07:02:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cidade de Maputo prepara-se para acolher, de 4 de Setembro a 3 de Outubro, a primeira edição do X-Festival, uma iniciativa da XHUB – Incubadora de Negócios Culturais e Criativos, que pretende transformar a capital moçambicana num ponto de encontro entre juventude, música, cultura e criatividade. Sob o lema “Épocas e Sons em Harmonia”, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A cidade de Maputo prepara-se para acolher, de 4 de Setembro a 3 de Outubro, a primeira edição do X-Festival, uma iniciativa da XHUB – Incubadora de Negócios Culturais e Criativos, que pretende transformar a capital moçambicana num ponto de encontro entre juventude, música, cultura e criatividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob o lema “Épocas e Sons em Harmonia”, o festival vai reunir música, poesia, humor, formação, empreendedorismo e networking, com o objectivo de promover talentos nacionais e criar oportunidades para jovens ligados às indústrias culturais e criativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma agenda de entretenimento, o X-Festival pretende funcionar como uma plataforma de aprendizagem, expressão e conexão entre artistas, criadores, produtores, empreendedores e outros profissionais do sector.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abertura está marcada para 4 de Setembro, nas instalações da XHUB, com o workshop “Como tornar um projecto cultural financiável”, seguido das actuações da cantora Stefânia Leonel e do poeta Ivandro Sigaval.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo da programação, estão previstas sessões musicais e de poesia, workshops, Stand Up Comedy e encontros de networking. Entre os artistas confirmados estão Badjero, Yada Angel, Roberto Chitsondzo, Denilson LA, Afro Moments, Radjha Ally, The Hood Brodz, Djimetta, Konfuso 412, DJ Cortega, DJ Khataza e Nicko Journey.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A componente de humor contará com Babo Maduro e Celso Fernando, enquanto a poesia terá as participações de Ivandro Sigaval e Obedes Lobadias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Formação para transformar talento em oportunidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A capacitação é uma das principais apostas da primeira edição do X-Festival. A organização prevê sessões orientadas para o desenvolvimento de competências em áreas como financiamento, produção musical, criação, gestão e profissionalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os momentos de formação está o MasterClass “Desafios da Indústria Musical”, que contará com a participação do músico Stewart Sukuma. Está igualmente previsto um workshop sobre Produção Musical, com Ell Puto, Granda Beatz e Hélio Beatz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa pretende aproximar os jovens de profissionais com experiência no sector e ajudá-los a transformar projectos e talentos criativos em oportunidades concretas dentro da economia criativa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">XMarket fecha festival com arte e negócios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O encerramento do X-Festival será marcado pelo XMarket, previsto para o último fim-de-semana da iniciativa. O espaço vai reunir artistas, marcas de moda, editoras e selos musicais, músicos, livreiros, designers, empreendedores e outros projectos ligados à criatividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de expor produtos e serviços, o XMarket pretende criar oportunidades de comercialização, divulgação e networking, aproximando criadores e empreendedores do público e de potenciais parceiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma programação concentrada nos fins-de-semana, o X-Festival pretende afirmar a XHUB como um espaço de encontro entre diferentes gerações e sectores da economia criativa, estimulando a colaboração e o desenvolvimento profissional dos jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa conta com o apoio do Cultiv’Arte, acção financiada pela União Europeia e implementada pela Expertise France, em parceria com o Ministério da Educação e Cultura de Moçambique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a primeira edição, a XHUB aposta na valorização do talento nacional e na criação de espaços onde a juventude possa não apenas mostrar o que faz, mas também aprender, estabelecer contactos e encontrar novas oportunidades no sector cultural e criativo.<em> Redacção</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Justino Cardoso merecia mais? Rosa Inguane questiona a despedida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 08:54:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dimensão da despedida prestada ao artista, ilustrador e desenhador gráfico Justino Cardoso está a suscitar questionamentos sobre a forma como Moçambique reconhece os seus artistas e preserva a memória daqueles que contribuíram para a construção da sua identidade cultural. A questão é levantada pela jornalista Rosa Inguane, num texto de opinião publicado na edição [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A dimensão da despedida prestada ao artista, ilustrador e desenhador gráfico Justino Cardoso está a suscitar questionamentos sobre a forma como Moçambique reconhece os seus artistas e preserva a memória daqueles que contribuíram para a construção da sua identidade cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão é levantada pela jornalista Rosa Inguane, num texto de opinião publicado na edição n.º 5170 do <em>Wamphula Fax</em>, na sequência do velório de Justino Cardoso, realizado na terça-feira, 18 de Agosto, na Capela do Hospital Central de Nampula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Inguane, a cerimónia, embora tenha reunido cidadãos, governantes, jornalistas e artistas, não terá correspondido à dimensão do percurso artístico e intelectual de Cardoso. A jornalista questiona, por isso, se o artista “não merecia uma homenagem mais robusta”, classificando-o como um “Gigante da intelectualidade moçambicana”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sua reflexão, destaca o contributo de Justino Cardoso para as artes gráficas e para a cultura moçambicana, particularmente na representação da história, das pessoas e das vivências da província de Nampula. O seu trabalho, argumenta, ultrapassou a dimensão estética, constituindo também uma forma de registar e preservar elementos da memória colectiva.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="547" height="311" src="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/JUSTO-1.jpeg" alt="" class="wp-image-14065" style="width:775px;height:auto" srcset="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/JUSTO-1.jpeg 547w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/JUSTO-1-300x171.jpeg 300w" sizes="(max-width: 547px) 100vw, 547px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">É neste contexto que Inguane questiona a escolha da Capela do Hospital Central de Nampula para a realização do velório. Na sua perspectiva, o Museu de Etnologia de Nampula poderia ter oferecido um espaço mais simbólico para a despedida, tendo em conta a ligação do artista à instituição e a existência de obras suas que continuam a preservar parte da sua trajectória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estou chocada com este descaso”, escreve a jornalista, numa passagem que sintetiza a sua inquietação não apenas com a cerimónia, mas com o tratamento dado à memória de figuras que deixaram uma marca no património cultural do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reflexão coloca, assim, uma questão que vai além da despedida de Justino Cardoso: o reconhecimento dos artistas moçambicanos acontece quando ainda estão vivos ou apenas quando já não podem receber a homenagem?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Rosa Inguane, a memória de um artista não deve começar a ser valorizada no momento da sua morte. O legado precisa de ser reconhecido, documentado e preservado enquanto permanece vivo na sociedade. “A morte não pode ser o fim da memória!”, conclui a jornalista. <em>Redacção</em></p>
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		<title>Gimo Mendes debate passado e futuro da música moçambicana</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 15:24:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) promoveu, esta quarta-feira (19), na Ilha de Moçambique, um workshop sobre “Música Ligeira Moçambicana: Passado, Presente e Futuro”, conduzido pelo músico Gimo Mendes. Realizado na Casa Girassol, o encontro reuniu estudantes, docentes, turistas e membros da sociedade civil para uma reflexão sobre a evolução da música ligeira [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) promoveu, esta quarta-feira (19), na Ilha de Moçambique, um workshop sobre “Música Ligeira Moçambicana: Passado, Presente e Futuro”, conduzido pelo músico Gimo Mendes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Realizado na Casa Girassol, o encontro reuniu estudantes, docentes, turistas e membros da sociedade civil para uma reflexão sobre a evolução da música ligeira moçambicana, com enfoque em questões como patriotismo, qualidade artística e perspectivas para o futuro da música nacional.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="575" src="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/MENDES-1024x575.jpg" alt="" class="wp-image-14007" srcset="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/MENDES-1024x575.jpg 1024w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/MENDES-300x168.jpg 300w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/MENDES-768x431.jpg 768w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/MENDES-1536x863.jpg 1536w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/MENDES.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A actividade combinou momentos de debate e música ao vivo, proporcionando uma interacção directa entre o artista e os participantes. A troca de experiências e opiniões marcou uma manhã dedicada à valorização da música moçambicana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a FCSH, este foi o primeiro de uma série de workshops que a instituição pretende realizar com artistas de diferentes áreas, incluindo artes plásticas, escultura, teatro e desenho gráfico, com o objectivo de aproximar a comunidade académica e a sociedade de diferentes expressões culturais.<em> Redacção</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Oficial da PRM desafia preconceitos e lança dois livros em Nampula</title>
		<link>https://ngani.co.mz/cultura/17/08/2026/oficial-da-prm-desafia-preconceitos-e-lanca-dois-livros-em-nampula/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 10:54:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>escritor e oficial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Orlando Fernando Mussoi, lançou no último sábado (15), na cidade de Nampula, duas obras literárias que recuperam memórias da tradição africana e questionam preconceitos sociais. Os livros, intitulados “Contos do Embondeiro, Vozes que o Tempo Não Cala” e “Marieta, a Mulher de Saia Curta”, resultam, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">escritor e oficial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Orlando Fernando Mussoi, lançou no último sábado (15), na cidade de Nampula, duas obras literárias que recuperam memórias da tradição africana e questionam preconceitos sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os livros, intitulados “Contos do Embondeiro, Vozes que o Tempo Não Cala” e “Marieta, a Mulher de Saia Curta”, resultam, segundo o autor, de experiências pessoais e histórias recolhidas ao longo da sua vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Da fogueira para o papel</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mussoi explica que “Contos do Embondeiro, Vozes que o Tempo Não Cala” nasceu das histórias que ouvia da avó junto à fogueira, numa época em que a transmissão oral era uma das principais formas de preservar conhecimentos e valores entre gerações. “Teve a sua génese a partir de contos e histórias que eu escutava ao relento, à beira da fogueira, que outrora a minha avó contava”, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o escritor, recuperar essas narrativas é também uma forma de preservar uma memória cultural que corre o risco de desaparecer com o passar das gerações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mulher no centro dos preconceitos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Já “Marieta, a Mulher de Saia Curta” aborda a condição da mulher e os julgamentos sociais baseados na aparência, comportamento ou escolhas pessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mussoi considera que a obra procura desafiar a tendência de formar opiniões sobre alguém sem conhecer a sua história. “‘A Mulher de Saia Curta’ é um romance africano que me deu a oportunidade de viajar ao tempo. Muitas vezes vê-se a mulher como um ser frágil e criam-se ilações em prol disso”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o autor, o livro pretende incentivar o leitor a questionar preconceitos e a conhecer melhor as pessoas antes de formular julgamentos. “É uma oportunidade para quebrar alguns preconceitos e alguns julgamentos sem antes conhecermos o essencial ou conhecermos a pessoa”, acrescentou.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Três anos de escrita</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A produção das duas obras levou cerca de três anos. Durante esse período, Mussoi conta que reviu e reescreveu vários textos até encontrar a abordagem que considerava adequada para cada livro. “Levei praticamente três anos a escrever. Havia alguns contextos e textos que já tinha escrito, mas achava que não se enquadravam. Então, isso fez com que reescrevesse estas obras”, explicou.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="609" src="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/pols-1-1024x609.jpg" alt="" class="wp-image-13910" srcset="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/pols-1-1024x609.jpg 1024w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/pols-1-300x178.jpg 300w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/pols-1-768x457.jpg 768w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/pols-1.jpg 1513w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O escritor espera que os livros contribuam para estimular debates sobre a sociedade e inspirem outros jovens a entrar no mundo da literatura. “Espero que essas obras desencadeiem muitos debates. Podem trazer novos escritores e podem limar aquele nosso preconceito de julgar sem antes conhecermos a pessoa”, sublinhou.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Polícia também escreve</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação das obras representa igualmente, para Mussoi, uma forma de contrariar a percepção de que os agentes da PRM estão afastados da literatura e de outras actividades intelectuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O oficial, afecto ao Comando Provincial da PRM em Nampula, considera que a sua experiência demonstra que a corporação também reúne profissionais ligados à leitura, escrita e produção de conhecimento.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Já percebi que a sociedade tem julgado a polícia no âmbito de que não são indivíduos letrados. Mas eu fiz o contrário, vim mesmo para provar que ainda existem, no seio da corporação, indivíduos que são letrados, estudados, esclarecidos”, afirmou.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">“É preciso ter vontade de transmitir uma mensagem”</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a apresentação das obras, Mussoi deixou uma mensagem aos jovens interessados pela literatura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o escritor, o primeiro passo não é dominar todas as técnicas de escrita, mas ter algo a comunicar e vontade de partilhar uma mensagem.“Não é preciso saber escrever coisas bonitas, mas é preciso ter vontade de querer transmitir alguma informação, alguma mensagem, que estamos cá para receber de bom grado”, apelou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com as duas obras, Mussoi procura colocar no papel histórias e reflexões que atravessam a memória cultural africana e os desafios sociais contemporâneos, ao mesmo tempo que incentiva uma nova geração a descobrir na literatura um espaço de expressão e questionamento.<strong> Agostinho Miguel</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Freedom 250: Embaixada dos EUA oferece biblioteca de autores americanos ao Museu Mafalala</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 10:49:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique anunciou a doação de uma colecção de livros de autores americanos ao Museu Mafalala, em Maputo, no âmbito das celebrações da iniciativa Freedom 250, que assinala os 250 anos da independência norte-americana. Segundo a representação diplomática, a iniciativa pretende ampliar o acesso do público a recursos educativos e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique anunciou a doação de uma colecção de livros de autores americanos ao Museu Mafalala, em Maputo, no âmbito das celebrações da iniciativa Freedom 250, que assinala os 250 anos da independência norte-americana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a representação diplomática, a iniciativa pretende ampliar o acesso do público a recursos educativos e reforçar a oferta bibliográfica disponível para estudantes, investigadores e visitantes que frequentam regularmente o Museu Mafalala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A colecção integra obras sobre aprendizagem da língua inglesa, história, ciência, tecnologia, literatura e liderança, áreas que, de acordo com a Embaixada, contribuirão para promover a aprendizagem, a investigação e a troca de conhecimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comunicado, a missão diplomática refere que a doação complementa o trabalho desenvolvido pelo Museu Mafalala na preservação e valorização do património histórico e cultural de Moçambique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Embaixada destaca ainda que as celebrações da Freedom 250 procuram assinalar os valores associados à independência dos Estados Unidos, entre eles a educação, a igualdade de oportunidades e a livre circulação de ideias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a mesma fonte, o apoio a instituições culturais e educativas integra os esforços de fortalecimento das relações entre Moçambique e os Estados Unidos, através da promoção do conhecimento, da cultura e da cooperação entre os dois povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A representação diplomática convida ainda estudantes, investigadores e o público em geral a visitarem o Museu Mafalala para conhecer a nova colecção bibliográfica e explorar um dos mais emblemáticos espaços dedicados à memória histórica e cultural da cidade de Maputo. <strong><em>Redacção</em></strong></p>
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		<title>Uma Coca-Cola, um telemóvel e muita sorte</title>
		<link>https://ngani.co.mz/cultura/23/07/2026/uma-coca-cola-um-telemovel-e-muita-sorte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 14:39:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que começou como uma simples pausa para beber um refrigerante transformou-se num dos momentos mais marcantes da vida de Ivo Alfredo. Com apenas 25 meticais, valor de uma garrafa de Coca-Cola, o jovem mecânico da cidade de Nampula tornou-se um dos vencedores da campanha promocional &#8220;Tá na Carica, Abre e Habilita-te a Ganhar&#8221;, conquistando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O que começou como uma simples pausa para beber um refrigerante transformou-se num dos momentos mais marcantes da vida de Ivo Alfredo. Com apenas 25 meticais, valor de uma garrafa de Coca-Cola, o jovem mecânico da cidade de Nampula tornou-se um dos vencedores da campanha promocional &#8220;Tá na Carica, Abre e Habilita-te a Ganhar&#8221;, conquistando um telemóvel que, segundo diz, nunca imaginou receber.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história aconteceu durante um dia normal de trabalho. Enquanto fazia &#8220;chapa&#8221;, actividade que também exerce ocasionalmente para complementar o rendimento, Ivo decidiu comprar uma Coca-Cola para se refrescar. Ao abrir a garrafa, encontrou uma tampa premiada. A reacção inicial, porém, foi de total incredulidade. &#8220;Nem acreditava. Pensei que não era possível receber um prémio assim nas minhas mãos&#8221;, recorda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo desconfiado, guardou cuidadosamente a tampa. Dias mais tarde, incentivado por amigos, deslocou-se ao antigo mercado Waresta, onde recebeu orientações para contactar a linha oficial da promoção. A esperança voltou a diminuir quando lhe disseram que receberia uma chamada de confirmação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando disseram que iam ligar depois, pensei que já não ia acontecer. Estamos habituados a ouvir isso e, muitas vezes, ninguém volta a contactar&#8221;, conta. Mas, desta vez, a surpresa foi verdadeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Poucos dias depois, recebeu a chamada que confirmava o prémio e indicava o local de levantamento. No dia marcado, interrompeu o trabalho e dirigiu-se ao ponto de entrega, onde viveu momentos de ansiedade. &#8220;Fiquei ali à espera, com o coração apertado. Não sabia o que ia acontecer.&#8221; Pouco depois, recebeu oficialmente o telemóvel.&#8221;Foi a primeira vez na minha vida que ganhei um prémio assim. Fiquei muito feliz&#8221;, afirma, sem esconder a emoção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Ivo Alfredo, o prémio representa muito mais do que um novo aparelho. O telemóvel facilita a comunicação com clientes, familiares e amigos, além de lhe permitir utilizar plataformas digitais como WhatsApp e TikTok, cada vez mais importantes no seu quotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consumidor habitual da marca, deixa uma mensagem de incentivo a quem ainda duvida da promoção. &#8220;As pessoas devem acreditar. Quando aparecem campanhas como esta, vale a pena participar, porque é mesmo possível ganhar.&#8221; E a sorte, acredita, pode voltar a sorrir-lhe. &#8220;Vou continuar a participar. Quem sabe agora ganho uma televisão.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Campanha já premiou consumidores em várias províncias</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha &#8220;Tá na Carica, Abre e Habilita-te a Ganhar&#8221; continua a mudar a vida de consumidores em diferentes pontos de Moçambique, premiando participantes com telemóveis, televisores e colunas de som.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="626" src="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/07/PHOTO-2026-07-02-15-30-46-1024x626.jpg" alt="" class="wp-image-13556" srcset="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/07/PHOTO-2026-07-02-15-30-46-1024x626.jpg 1024w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/07/PHOTO-2026-07-02-15-30-46-300x184.jpg 300w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/07/PHOTO-2026-07-02-15-30-46-768x470.jpg 768w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/07/PHOTO-2026-07-02-15-30-46.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na província de Maputo, entre os contemplados encontram-se Alson André Matola, Ana Cristina Lino Alexandre, Salomão Julião Wamba e Inocência Chirruto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na região Centro, a campanha distinguiu Zacarias Ngueta, de Inchope, com um telemóvel, enquanto Amilton Conde Razão, da cidade de Manica, recebeu uma televisão Hisense de 40 polegadas. Em Chimoio, Samuel Alberto Moisés e Edson Manuel também conquistaram telemóveis. Na província de Tete, Adriano Eugénio Cossa integra igualmente a lista de vencedores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Sofala, Mário Vicente e Lura Dourado Daniel José, da cidade da Beira, ganharam telemóveis, enquanto outro participante foi contemplado com uma coluna JBL GO 4 Mini. Na Zambézia, Jorge Renato José, de Mocuba, venceu uma coluna JBL GO 4 Mini, ao passo que Fábio Fonseca Amiravo e Abiote Lucas Carlito receberam telemóveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Coca-Cola Moçambique, a iniciativa pretende aproximar ainda mais a marca dos consumidores, criando momentos de felicidade através de um processo simples, transparente e acessível.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como participar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para participar, basta adquirir uma Coca-Cola de 300 ml em garrafa de vidro retornável ou uma garrafa PET de 2 litros, identificadas com a tampa amarela da campanha. Depois, é só abrir a garrafa, verificar a mensagem na tampa e seguir as instruções para validar o prémio através dos canais oficiais da promoção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Histórias como a de Ivo Alfredo mostram que, por vezes, um gesto tão simples como comprar um refrigerante pode transformar um dia comum numa recordação inesquecível. Para muitos moçambicanos, a campanha &#8220;Tá na Carica&#8221; continua a provar que a sorte pode estar escondida&#8230; debaixo de uma tampa. <em>Agostinho Miguel</em></p>
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		<title>Investigador moçambicano leva ao Brasil reflexão sobre IA e futuro do jornalismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:55:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O professor e investigador da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Celestino Joanguete, vai lançar, no próximo 7 de Agosto, a sua mais recente obra, Inteligência Artificial: Mudanças Paradigmáticas dos Sistemas Mediáticos, durante a Feira do Livro de Santa Maria, no Brasil. O livro analisa o impacto da Inteligência Artificial na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<ul class="wp-block-list">
<li> <strong>Celestino Joanguete apresenta obra que analisa as transformações provocadas pela IA no jornalismo, na comunicação e na produção de conteúdos digitais</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"> O professor e investigador da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Celestino Joanguete, vai lançar, no próximo 7 de Agosto, a sua mais recente obra, <em>Inteligência Artificial: Mudanças Paradigmáticas dos Sistemas Mediáticos</em>, durante a Feira do Livro de Santa Maria, no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O livro analisa o impacto da Inteligência Artificial na transformação do ecossistema mediático, destacando o seu potencial para redefinir os modelos económicos das empresas de comunicação, os processos de produção jornalística, a criação de conteúdos e as formas de distribuição e circulação da informação em ambientes digitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o autor, a obra procura compreender as profundas mudanças que a Inteligência Artificial está a introduzir no sector da comunicação, num contexto marcado pela rápida evolução tecnológica e pela crescente digitalização dos media.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma abordagem crítica e interdisciplinar, o livro reflecte sobre os desafios, oportunidades e implicações éticas decorrentes da incorporação da Inteligência Artificial nos sistemas mediáticos contemporâneos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação destina-se a investigadores, estudantes, jornalistas, profissionais da comunicação e a todos os interessados em compreender o impacto das tecnologias emergentes na produção, circulação e consumo da informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento da obra integra a programação da Feira do Livro de Santa Maria, um dos eventos dedicados à promoção da literatura e da produção científica no sul do Brasil, e representa mais um contributo da academia moçambicana para o debate internacional sobre os desafios da transformação digital. <em>Redacção</em></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="420" height="626" src="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/07/744198914_27839312025664804_1476681158832427306_n-1.jpg" alt="" class="wp-image-13459" srcset="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/07/744198914_27839312025664804_1476681158832427306_n-1.jpg 420w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/07/744198914_27839312025664804_1476681158832427306_n-1-201x300.jpg 201w" sizes="(max-width: 420px) 100vw, 420px" /></figure>
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		<item>
		<title>Cantifula de Castro e Alex Caetano lançam livro sobre ética e deontologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 10:58:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Obra pretende fortalecer a reflexão ética entre estudantes, docentes e profissionais, defendendo que a competência técnica deve caminhar lado a lado com a integridade moral Os académicos Cantifula de Castro e Alex Caetano preparam o lançamento da obra Ética e Deontologia Profissional Fundamentada para uma Vida Humana, Profissional e da Cidadania, um livro que pretende [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obra pretende fortalecer a reflexão ética entre estudantes, docentes e profissionais, defendendo que a competência técnica deve caminhar lado a lado com a integridade moral</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os académicos Cantifula de Castro e Alex Caetano preparam o lançamento da obra <em>Ética e Deontologia Profissional Fundamentada para uma Vida Humana, Profissional e da Cidadania</em>, um livro que pretende estimular a reflexão sobre os princípios éticos que devem orientar o exercício das profissões e a convivência em sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigida a estudantes, docentes e profissionais de diferentes áreas, a publicação apresenta fundamentos introdutórios de ética e deontologia, incentivando o desenvolvimento do pensamento crítico, do discernimento moral e da responsabilidade no exercício profissional e da cidadania.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores defendem que o sucesso de um profissional não deve ser medido apenas pelas suas competências técnicas, mas também pela forma como enfrenta os desafios éticos do quotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista ao NGANI, o padre e académico Cantifula de Castro explicou que a obra nasce da preocupação com o desfasamento entre o rápido avanço tecnológico e a formação ética dos profissionais.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Vivemos numa época em que o avanço técnico e tecnológico não tem sido acompanhado pelo mesmo crescimento ético. Hoje, assistimos a profissionais altamente qualificados do ponto de vista técnico, mas que, muitas vezes, enfrentam dificuldades no respeito pelos valores da honestidade, da responsabilidade, da justiça e da dignidade humana.&#8221;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o autor, o livro procura demonstrar que a ética não deve ser encarada apenas como uma disciplina académica, mas como uma prática indispensável ao exercício responsável de qualquer profissão.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Sentimos a necessidade de disponibilizar um instrumento que ajude a compreender que a ética não é apenas uma disciplina académica, mas um modo de viver e de exercer qualquer profissão com consciência e responsabilidade.&#8221;</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Corrupção, abuso de poder e negligência entre os temas abordados</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo das suas 175 páginas, a obra analisa alguns dos principais desafios éticos enfrentados pelos profissionais, abordando questões como corrupção, negligência, abuso de poder, imprudência e falta de responsabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que identificar essas práticas, os autores apresentam princípios e orientações destinados a prevenir comportamentos antiéticos e a consolidar uma cultura de integridade, responsabilidade e excelência profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O livro dedica igualmente atenção ao sigilo profissional, sobretudo nos capítulos sobre Bioética e Comunicação Social. Na perspectiva dos autores, a confidencialidade ultrapassa a dimensão legal e constitui um dever moral indispensável para salvaguardar a dignidade humana, a privacidade e a relação de confiança entre profissionais e cidadãos.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="720" height="540" src="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/07/KANTINHO.jpg" alt="" class="wp-image-13438" srcset="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/07/KANTINHO.jpg 720w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/07/KANTINHO-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Uma mensagem de responsabilidade e esperança</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para Cantifula de Castro, a publicação representa simultaneamente um compromisso e um voto de confiança no futuro.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É responsabilidade porque acreditamos que a formação ética é indispensável para qualquer sociedade que aspire ao desenvolvimento humano. E é esperança porque confiamos que esta obra contribuirá para formar profissionais mais conscientes, cidadãos mais comprometidos e instituições mais íntegras.&#8221;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma abordagem interdisciplinar, o livro reúne temas como Ética Fundamental, Direitos Humanos, Dignidade Humana, Cidadania, Deontologia Profissional, Bioética, Ética na Comunicação Social, Ética Económica, principais correntes do pensamento ético e Ética na Educação, oferecendo um instrumento de consulta útil para diferentes áreas do conhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra será comercializada ao preço simbólico de 500 meticais, numa estratégia destinada a facilitar o acesso de estudantes e profissionais. O lançamento oficial está previsto para o final de Agosto e deverá reunir académicos, estudantes, profissionais e outras personalidades ligadas ao ensino e à produção do conhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores esperam que a publicação se afirme como uma referência no debate sobre ética e deontologia em Moçambique, contribuindo para o fortalecimento da integridade, da responsabilidade e da cidadania no exercício das profissões e na vida em sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Agostinho Miguel</strong></p>
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		<title>Livro sustenta que Daniel Chapo chegou ao poder por desígnio divino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 15:22:55 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Apóstolo Arão Ubisse lançou, esta quinta-feira, na cidade de Maputo, o livro <em>&#8220;Presidente Daniel Chapo: Um Líder Crente e Promissor nas Mãos de um Deus Sábio e Todo-Poderoso&#8221;</em>, uma obra que apresenta uma interpretação espiritual da trajectória política e pessoal do Presidente da República, Daniel Chapo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a cerimónia de lançamento, o autor defendeu que Daniel Chapo foi preparado por Deus para assumir a liderança do país, afirmando conhecê-lo há cerca de 20 anos. Segundo Arão Ubisse, a ascensão de Chapo à Presidência da República não foi fruto do acaso, mas resultado de um propósito divino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O escolhido governa&#8221;, afirmou o apóstolo, explicando que a mensagem central da obra é a de que a escolha de Daniel Chapo ocorreu muito antes da sua eleição, num percurso que, segundo a sua convicção, foi conduzido por Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da abordagem sobre a liderança do Chefe de Estado, o autor disse que o livro pretende incentivar a reconciliação, a unidade e a coesão nacional, defendendo que Moçambique deve superar as divisões e fortalecer a paz, o desenvolvimento e os valores espirituais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cerimónia de lançamento reuniu convidados de diferentes sectores da sociedade e ficou marcada por reflexões sobre liderança, fé e os desafios do futuro de Moçambique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As declarações de Arão Ubisse refletem a posição e a interpretação pessoal do autor expressas na obra apresentada durante o evento. <em>Redacção</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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