Gaza projecta safra de 2,8 milhões de toneladas e quer reduzir dependência alimentar

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A província de Gaza estima produzir 2.894.000 toneladas de alimentos na campanha agrária 2025/26, o que representa um crescimento de 3,6% em relação ao ano anterior. O avanço ocorre apesar de a campanha 2024/25 ter sido marcada por eventos climáticos extremos, incluindo irregularidade das chuvas, e por ataques de pragas que comprometeram a produtividade.

A projecção reforça a posição de Gaza como uma das principais províncias agrícolas do país, autossuficiente em mandioca e fornecedora de produtos para os mercados do sul de Moçambique. Para 2025/26, o governo provincial pretende acelerar o aumento da produtividade em culturas estratégicas como tomate e milho, com o objetivo de reduzir a dependência das importações e fortalecer a segurança alimentar e nutricional das famílias.

Os dados foram apresentados durante o lançamento oficial da Campanha Agrária 2025/26, ao nível provincial, realizado no Posto Administrativo de Zulo, distrito de Massingir, numa cerimónia dirigida pela governadora de Gaza, Margarida Sebastião Mapandzene Chongo, que contou também com a presença do Director-Geral da ANAC, Pejul Calenga.

Caju cresce, mas potencial está longe de ser atingido

Na sua intervenção, Margarida Chongo destacou que a província produziu mais de 14 mil toneladas de castanha de caju na última campanha. Apesar do crescimento, sublinhou que o volume está abaixo das reais capacidades produtivas de Gaza, que dispõe de vastas áreas férteis e mão-de-obra jovem ainda pouco integrada nas cadeias de valor.

A governadora insistiu que a modernização do sector é urgente:
“Continuaremos a transferir tecnologias sustentáveis e a integrar jovens nas cadeias de valor agrícolas, criando oportunidades de formação técnica e profissional, apoio às micro e pequenas empresas agrárias, medidas que facilitem o acesso ao crédito e investimentos em infraestruturas agrícolas modernas. Isso permitirá gerar renda, garantir empregos e reforçar a segurança alimentar e nutricional”, afirmou.

Desafios ainda pesam, mas província quer acelerar transformação

Apesar das metas ambiciosas, o sector agrícola em Gaza continua exposto ao clima imprevisível, pragas recorrentes e fraca mecanização, desafios que tradicionalmente travam o desempenho agrícola nacional. A aposta do governo em tecnologias de produção, melhoramento genético das sementes, formação de jovens agricultores e expansão de infraestruturas rurais é vista como essencial para transformar o potencial agrícola em resultados consistentes.

Com a nova campanha, Gaza pretende consolidar o seu papel como pilar da segurança alimentar do país, ao mesmo tempo que procura posicionar a agricultura como motor de emprego juvenil e de crescimento económico sustentável.

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