A Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, assegurou esta quarta-feira, 11 de Fevereiro, em Maputo, que o Governo não tem qualquer intenção de extinguir o ensino bilingue no país, afastando receios que vinham sendo manifestados por pais, professores e outros intervenientes do sector.
A garantia foi dada durante um encontro com jornalistas, académicos, editores e chefes de redacção, realizado para apresentar as prioridades, desafios e perspectivas do sector da Educação para o ano lectivo de 2026.
Segundo a governante, o foco do Ministério não é eliminar a modalidade, mas sim melhorar a sua implementação no quadro da Lei do Sistema Nacional de Educação. Samaria Tovela explicou que há necessidade de aperfeiçoar programas e estratégias, com destaque para a produção e distribuição de livros escolares destinados às classes iniciais do ensino primário abrangidas pelo ensino bilingue.
Nos últimos meses, circularam informações que apontavam para um eventual recuo nesta modalidade, o que gerou inquietação em várias comunidades, sobretudo nas zonas onde o ensino bilingue tem sido aplicado como instrumento de inclusão e valorização das línguas nacionais.

Durante o encontro, profissionais da comunicação social levantaram questões relacionadas com o redimensionamento do turno nocturno, a gratuitidade do ensino, a sustentabilidade financeira do sector, as condições das infra-estruturas escolares e a qualidade da aprendizagem. A Ministra respondeu que o Governo está a trabalhar para encontrar soluções equilibradas que permitam assegurar o acesso e, ao mesmo tempo, melhorar os padrões de qualidade.
No que respeita à valorização das línguas nacionais, Samaria Tovela reafirmou o compromisso do Executivo em promover a diversidade cultural e linguística do país através do sistema educativo, sublinhando que o ensino bilingue continua a ser uma das estratégias para facilitar a aprendizagem nas primeiras classes.
Com este posicionamento oficial, o Ministério da Educação e Cultura procura tranquilizar a sociedade e reafirmar que eventuais ajustes visam fortalecer — e não eliminar — esta modalidade de ensino. Redacção
