Um novo programa de desenvolvimento económico e social, denominado RISE-PS, foi lançado com o objectivo de fortalecer a resiliência das comunidades no Norte de Moçambique, impulsionar pequenas empresas e criar oportunidades de emprego para jovens e mulheres em zonas afectadas pela fragilidade e conflitos.
A iniciativa prevê apoiar micro, pequenas e médias empresas, facilitando o acesso a infra-estruturas industriais e a instalações de serviços recentemente criadas, com vista a dinamizar a actividade económica local e atrair investimento privado.
Entre as prioridades está o empoderamento de mulheres jovens em distritos afectados por conflitos. O programa contempla formação profissional, atribuição de subvenções a negócios liderados por mulheres, integração em cadeias de valor consideradas estratégicas e promoção da sua participação em processos de tomada de decisão nas comunidades.
O projecto é implementado em parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), entre outros parceiros.
Segundo o gestor do Banco Africano de Desenvolvimento para Moçambique, Rómulo Cunha Corrêa, o programa surge num momento considerado decisivo para a recuperação económica do Norte, com a meta de beneficiar cerca de 24 mil jovens e mulheres.

Por sua vez, o representante residente do PNUD, Edo Stork, afirmou que o RISE-PS marca uma transição de intervenções de emergência para uma abordagem de desenvolvimento sustentável a longo prazo, integrando crescimento económico e promoção da paz.
À margem do lançamento, foi realizada uma mesa-redonda para mobilizar investimentos privados na região. O Banco Africano de Desenvolvimento indicou que a iniciativa poderá servir de modelo para outras regiões africanas afectadas por fragilidade.
Antes da apresentação pública, os parceiros promoveram um workshop técnico para alinhar mecanismos de governação, salvaguardas ambientais e sociais, regras de aquisição, sistemas de monitoria e avaliação e gestão de riscos.
Os promotores acreditam que, com uma abordagem integrada, o programa poderá contribuir para estabilizar as comunidades, dinamizar a economia local e criar perspectivas concretas de futuro para milhares de jovens no Norte do país. Redacção
