Uma comitiva de empresários japoneses está a visitar o Corredor de Nacala, já desde ontem, quinta-feira, para ver de perto se vale a pena investir na região. O anúncio foi feito pelo embaixador do Japão em Moçambique, Hamada Keiji, durante um encontro recente em Maputo.
Segundo o diplomata, cerca de 30 empresas japonesas, com mais de 100 representantes, já estão no país e querem perceber melhor as oportunidades que existem no porto de Nacala e ao longo da linha férrea.
A ideia é simples: ver com os próprios olhos se o Corredor de Nacala pode dar lucro e abrir novos negócios — o que pode significar mais empregos e desenvolvimento para Nampula, Nacala e outras zonas do norte.
O Corredor de Nacala liga o porto de Nacala aos países vizinhos sem saída para o mar, como Malawi e Zâmbia, sendo uma rota importante para transporte de mercadorias, especialmente carvão vindo de Tete.
Este interesse dos japoneses surge depois de, em 2025, o Presidente da República, Daniel Chapo, ter apresentado o projecto como uma grande oportunidade e ter apelado ao Japão para investir mais no país. O Governo garante que está a fazer reformas para atrair investidores estrangeiros.
Empresários moçambicanos também mostram abertura para parcerias, defendendo que a entrada do Japão pode trazer tecnologia, conhecimento e melhor gestão portuária.
O Corredor de Nacala não é novo. Está em funcionamento desde 2016 e custou cerca de 4,5 mil milhões de dólares. Inclui o porto de águas profundas de Nacala e uma linha férrea com mais de 900 quilómetros. Redacção

