O Ministério da Saúde (MISAU) e a Ipas Moçambique reuniram instituições públicas, organizações da sociedade civil e parceiros de desenvolvimento para avaliar o ecossistema dos serviços de aborto seguro no país, num exercício destinado a identificar desafios, oportunidades e estratégias para garantir a sustentabilidade destes serviços.
A oficina, que decorre desde segunda-feira (7) e termina esta sexta-feira (10), pretende analisar os principais factores que influenciam a oferta de cuidados relacionados com o aborto seguro, com enfoque no reforço da qualidade, acessibilidade e continuidade dos serviços de saúde sexual e reprodutiva.
Na sessão de abertura, a directora nacional da Ipas Moçambique, Alice Mukamana, defendeu que o fortalecimento do ecossistema do aborto seguro constitui um passo importante para reduzir a mortalidade materna e assegurar uma resposta mais eficaz às necessidades das mulheres e raparigas.
“Ao fortalecermos este ecossistema, contribuímos para reduzir a mortalidade materna evitável e construir um sistema de saúde mais justo, inclusivo e centrado nas necessidades das mulheres e raparigas”, afirmou.
Em representação do Ministério da Saúde, Vânia Benzane reiterou o compromisso do Governo em consolidar políticas e serviços que garantam às mulheres o acesso a cuidados de saúde seguros, de qualidade e centrados nos seus direitos e necessidades.
A oficina reúne representantes de instituições governamentais, deputados, organizações da sociedade civil, activistas, líderes comunitários, profissionais da comunicação social e outros intervenientes ligados à promoção da saúde sexual e reprodutiva.
Os resultados do encontro deverão contribuir para a definição de estratégias que reforcem a sustentabilidade dos serviços de aborto seguro e ampliem a coordenação entre os diferentes actores envolvidos na implementação das políticas públicas do sector.
A iniciativa conta com o apoio da Embaixada da Suécia e do Governo do Canadá. Redacção

