Provedor de Justiça partilha percurso pessoal e político em obra apresentada em Maputo
O Provedor de Justiça, Isac Chande, lançou, na tarde de quinta-feira (26), na cidade de Maputo, o seu primeiro livro de memórias, intitulado “Memórias de um Oitomarcista”, numa cerimónia realizada no auditório do novo edifício da Televisão de Moçambique (TVM).
O evento contou com a presença de familiares, amigos e diversas personalidades das áreas política, jurídica, académica e cultural, que encheram o auditório. A cerimónia foi marcada por momentos culturais, com destaque para intervenções musicais e declamação de poesia.
Na abertura, o Presidente do Conselho de Administração da TVM, Victor Nhatitima, apresentou a nota de boas-vindas, seguindo-se intervenções do Presidente do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique (EDM), Joaquim Ou-Chim, da filha do autor, Neidy Chande, e da representante dos funcionários da Provedoria de Justiça, Felismina Muhacha. A apresentação da obra esteve a cargo da académica Inês Macamo.
Na obra, Isaque Chande revisita o seu percurso de vida, desde a infância até às funções públicas que desempenhou, incluindo os cargos de professor, ministro e, actualmente, Provedor de Justiça. O livro retrata também a experiência de uma geração formada no espírito do Centro 8 de Março, descrito como um espaço de formação política, social e ideológica.
Durante a sua intervenção, o autor afirmou que decidiu publicar as suas memórias como forma de partilhar experiências pessoais e profissionais, com o objectivo de inspirar as gerações mais jovens que o conhecem apenas pelas funções públicas que exerceu.
Chande destacou ainda o papel histórico do Centro 8 de Março na promoção da unidade nacional, referindo que o projecto contribuiu para unir jovens de diferentes regiões do país, num contexto marcado por desafios políticos, sociais e pela guerra civil.
Segundo o autor, o livro retrata não apenas a sua trajectória individual, mas também um período relevante da história de Moçambique, caracterizado por esforços de construção de uma sociedade mais coesa, num contexto de fortes limitações e transformações estruturais.
A obra já se encontra disponível para o público e insere-se no conjunto de iniciativas que visam preservar a memória histórica e estimular o debate sobre o percurso político e social do país. Redacção

