O Secretário de Estado na província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, defendeu esta quarta-feira um ensino superior mais inclusivo, moderno e orientado para responder aos desafios do desenvolvimento do país, considerando que Moçambique possui potencial para crescer e transformar-se apesar das dificuldades que enfrenta.
O posicionamento foi apresentado durante a abertura da Conferência Provincial sobre o Ensino Superior, evento que decorre sob o lema “Formar para Transformar: Por um Ensino Superior Acessível, Inclusivo e de Qualidade”.
Na sua intervenção, o governante destacou o papel estratégico das instituições de ensino superior no progresso científico, tecnológico, económico e social de Moçambique.
“O ensino superior é um motor fundamental para o desenvolvimento científico, tecnológico, económico e social”, afirmou.
Segundo Plácido Pereira, a conferência constitui um espaço de reflexão sobre os avanços alcançados pelo sector, os desafios ainda existentes e as perspectivas para o futuro do ensino superior no país.
“Este é um momento para fazermos uma reflexão séria, responsável e orientada para soluções concretas”, sublinhou.

O dirigente considerou igualmente que o encontro representa uma oportunidade para revisitar o percurso histórico do ensino superior em Moçambique, identificar os seus pontos fortes e fragilidades, bem como definir caminhos para o fortalecimento do sector.
“Olhando para o passado, podemos consolidar conquistas e corrigir as fraquezas que ainda persistem”, declarou.
Durante a conferência, Plácido Pereira defendeu a necessidade de definir prioridades estratégicas capazes de modernizar o sistema de ensino superior, apontando o acesso, a expansão e a qualidade como pilares essenciais para o crescimento sustentável do sector.
Contudo, alertou que o aumento do número de instituições e estudantes não deve comprometer a qualidade da formação académica.
“Não basta expandir o acesso, é essencial garantir a qualidade da formação”, advertiu.
O Secretário de Estado destacou ainda a importância da aposta na tecnologia, investigação científica e estabelecimento de parcerias como elementos fundamentais para o futuro das universidades moçambicanas.
Segundo explicou, o país precisa de formar graduados com competências alinhadas às exigências do mercado de trabalho e aos desafios da inovação.
“Devemos preparar graduados com competências que respondam às necessidades do mercado e investir na inovação e cooperação”, concluiu.
Agostinho Miguel
