Mais de um ano após a criação do Fundo Soberano de Moçambique, o Governo ainda não aprovou os instrumentos que irão orientar a estratégia definitiva de aplicação dos recursos financeiros provenientes do gás natural.
O facto é reconhecido no primeiro relatório trimestral do FSM, divulgado pelo Banco de Moçambique, que admite que os recursos continuam aplicados apenas em depósitos de curto prazo no estrangeiro.
Segundo o documento, continuam pendentes a aprovação do Manual de Investimentos e outros instrumentos que deverão definir a composição das carteiras, limites de risco e estratégias de alocação de activos do Fundo.
Enquanto isso, o Banco de Moçambique afirma que a prioridade tem sido preservar capital, garantir liquidez e assegurar rentabilidade moderada dos recursos já recebidos.
Especialistas em finanças públicas defendem que a ausência de uma estratégia clara de investimento pode atrasar o potencial do Fundo Soberano como instrumento de transformação económica de longo prazo. Redacção

