O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) fechou o primeiro trimestre de 2026 com activos avaliados em mais de 116,4 milhões de dólares, representando um crescimento de 5,4% em relação ao final de 2025, segundo o primeiro relatório trimestral divulgado pelo Banco de Moçambique.
De acordo com o documento, o crescimento resulta principalmente da entrada de receitas provenientes da produção de gás natural liquefeito (GNL) e dos juros gerados pelas aplicações financeiras realizadas no exterior.
O relatório indica que o Fundo registou um lucro líquido superior a 1 milhão de dólares durante os primeiros três meses do ano, valor associado aos rendimentos obtidos através de depósitos efectuados em bancos internacionais.
Neste momento, os recursos do FSM permanecem aplicados em depósitos de curto prazo, enquanto o Governo aguarda a aprovação dos instrumentos que irão definir a estratégia definitiva de investimento do Fundo.
Segundo o Banco de Moçambique, os depósitos estão distribuídos por instituições financeiras internacionais como o BRED Banque Populaire, o Toronto Dominion Bank e o Sumitomo Mitsui Trust Bank.
Criado para transformar receitas do gás em poupança estratégica para futuras gerações, o Fundo Soberano tem também como objectivo ajudar a estabilizar o Orçamento do Estado perante oscilações das receitas petrolíferas. Redacção

