Xenofobia traz 554 moçambicanos de volta ao país

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O Governo moçambicano iniciou esta quarta-feira o processo de acolhimento de cidadãos nacionais afectados pela recente onda de ataques xenófobos na África do Sul, tendo recebido 554 repatriados na fronteira de Ressano Garcia, distrito da Moamba, província de Maputo.

Os cidadãos fazem parte de um grupo inicialmente estimado em cerca de 600 pessoas que decidiram regressar ao país na sequência da escalada de violência contra estrangeiros registada em várias regiões sul-africanas.

A operação de recepção foi coordenada pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em articulação com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e outras instituições do Estado.

No local, o vice-presidente do INGD, Gabriel Belém Monteiro, assegurou que o Governo está preparado para prestar assistência aos compatriotas afectados pela situação.

“Estamos aqui como Governo a receber os nossos compatriotas e para lhes dar o conforto que é desejável nessas situações”, afirmou.

Para responder às necessidades imediatas dos repatriados, as autoridades montaram um mecanismo de assistência que inclui registo, triagem, apoio psicossocial, transporte e acompanhamento das famílias afectadas.

Segundo o INGD, o apoio será estendido às comunidades de origem dos cidadãos regressados, abrangendo distritos e províncias de residência, com vista a facilitar a sua reintegração social e a recuperação das condições básicas de vida.

A chegada deste primeiro grupo acontece num contexto de crescente preocupação em torno dos episódios de violência xenófoba na África do Sul, que têm levado centenas de estrangeiros, incluindo moçambicanos, a abandonar as zonas afectadas em busca de segurança.

As autoridades moçambicanas garantem que continuam a acompanhar a evolução da situação no país vizinho e mantêm mecanismos de prontidão para acolher eventuais novos grupos de cidadãos que decidam regressar ao território nacional. Redacção

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