Filme Proibido e Documentários celebram os 90 anos de Malangatana

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A vida, a obra e o legado do artista moçambicano Malangatana Valente Ngwenya estarão em destaque no ciclo de cinema “Ao Crepúsculo”, que decorrerá entre os dias 6 e 13 de Junho, no Cine-Teatro Scala, em Maputo.

Realizada sob o lema “Malangatana: Do Grito da Luta ao Brilho do Legado”, a iniciativa reúne sete filmes que retratam diferentes momentos da trajectória artística e humana de uma das figuras mais influentes da cultura moçambicana.

O evento é promovido pela Associação Cultural Scala, em parceria com a Fundação Malangatana Valente Ngwenya, e integra o programa “Memória, Prática e Catarse: Rumo ao Centenário (1936–2036)”, concebido para assinalar os 90 anos do nascimento do artista e preparar as comemorações do seu centenário, em 2036.

Segundo Mutxhini Ngwenha, membro da Fundação Malangatana Valente Ngwenya, a mostra faz parte de um conjunto de iniciativas destinadas a preservar e divulgar a obra do pintor junto das actuais e futuras gerações.

“O cinema é uma das formas encontradas para aproximar o público do pensamento, da criatividade e do legado de Malangatana”, afirmou.

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A abrir o ciclo será exibido “Malangatana Contador de Histórias”, longa-metragem de ficção realizada por Joaquim Lopes Barbosa. Produzido ainda durante o período colonial, o filme foi proibido antes da Revolução de 25 de Abril de 1974 e nunca chegou a ter estreia comercial, permanecendo praticamente desconhecido do grande público. A obra destaca-se também por incluir Malangatana no elenco, naquela que é considerada a sua principal participação cinematográfica.

A programação inclui igualmente os documentários “No Trilho de Malangatana: Do Legado à Memória”, de Maria de Lurdes Macedo; “Pensar Alto”, de Rodrigo Gonçalves; “A Imagem Interior” e “Labirintos da Alma”, de Sol de Carvalho; “Ngwenha, o Crocodilo”, de Isabel Noronha; e “Malangatana (Homelands)”, realizado por Adrian Pennink para a BBC.

Ao longo de uma semana, os espectadores serão convidados a revisitar a produção artística, a intervenção cultural e o percurso de vida de Malangatana, bem como a influência que continua a exercer sobre novas gerações de artistas e criadores.

Para além das sessões cinematográficas, a homenagem ao artista estender-se-á a actividades ligadas à literatura, investigação, debate público e divulgação de conteúdos sobre a sua vida e obra, reforçando os esforços de preservação da memória de uma das maiores referências das artes moçambicanas. Redacção

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