O Grupo Nedbank terminou o ano de 2025 com lucros de cerca de 17,2 mil milhões de rands, um crescimento de 2% em relação ao ano anterior. O banco manteve também um nível sólido de rentabilidade, com retorno sobre o capital próprio acima de 15%, indicador que mostra a capacidade da instituição de gerar ganhos a partir dos seus investimentos.
Segundo o grupo financeiro, os resultados foram alcançados num período de mudanças internas, marcado por reorganização das áreas de negócio e redefinição da estratégia para o continente africano.
Durante o ano, o banco decidiu vender a sua participação no Ecobank, passando a concentrar a expansão em mercados considerados estratégicos, sobretudo na África Austral e África Oriental. No início de 2026, o Nedbank anunciou ainda uma proposta para adquirir uma participação maioritária no NCBA, um grupo bancário com presença em países como Quénia, Uganda, Tanzânia e Ruanda.
Um dos destaques do desempenho do banco foi o crescimento do uso de serviços digitais. O Nedbank atingiu cerca de oito milhões de clientes, com aumento significativo das transações realizadas através de aplicações e plataformas online.
A aplicação móvel Nedbank Money passou a contar com aproximadamente três milhões de utilizadores, enquanto nas operações africanas cerca de 70% dos clientes activos já utilizam canais digitais para realizar operações bancárias.
Operações em Moçambique mantêm estabilidade
Em Moçambique, o banco afirmou ter mantido estabilidade financeira apesar de um contexto económico considerado desafiante, marcado por escassez de divisas e crescimento moderado do crédito.
A instituição destacou que a subsidiária moçambicana mantém um rácio de solvabilidade de cerca de 34%, valor bem acima do mínimo exigido pelas autoridades reguladoras. O banco tem igualmente investido na modernização tecnológica, no reforço dos canais digitais e em programas de literacia financeira para clientes.
Para 2026, o Nedbank prevê manter níveis de rentabilidade semelhantes aos registados em 2025, apostando na digitalização e no reforço da presença em mercados africanos considerados prioritários.Redacção

