Linha de Machipanda modernizada, mas limitações no Zimbabwe travam eficiência do corredor

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A linha férrea de Machipanda, requalificada e reinaugurada a 23 de Novembro de 2023, continua a afirmar-se como um dos principais corredores logísticos de Moçambique, ligando o Porto da Beira à fronteira com o Zimbabwe, numa extensão de cerca de 317 quilómetros.

As obras de reabilitação, avaliadas em cerca de 200 milhões de dólares, permitiram elevar a infra-estrutura a padrões internacionais, reduzir o tempo de trânsito ferroviário de 18 para 12 horas e aumentar a segurança e a capacidade de transporte ao longo do percurso.

Contudo, a eficiência plena deste corredor continua condicionada por constrangimentos do lado do Zimbabwe. Segundo a directora comercial dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Ermelinda Xerinda, a actual situação económica do país vizinho limita a sua capacidade de investimento na reabilitação da infra-estrutura ferroviária, criando dificuldades operacionais após a fronteira de Machipanda.

Perante este cenário, o CFM decidiu apoiar o Zimbabwe, disponibilizando cerca de 60 mil travessas ferroviárias e intervindo em aproximadamente 200 quilómetros de linha naquele país, com o objectivo de melhorar a fluidez, segurança e qualidade da circulação de comboios ao longo do corredor.

Além das limitações infra-estruturais, o operador ferroviário do Zimbabwe enfrenta ainda desafios ao nível do material circulante, factor que também afecta o desempenho global da linha.

Paralelamente, prosseguem os investimentos no Porto da Beira, em parceria com a Cornelder, incluindo a expansão de terminais e trabalhos de dragagem, com vista a melhorar a capacidade de recepção de navios e reforçar a competitividade do corredor.

Especialistas consideram que o funcionamento eficaz de corredores logísticos depende de investimentos coordenados entre os países envolvidos, alertando que assimetrias ao longo da cadeia podem comprometer o desempenho global.

Embora a linha de Machipanda esteja tecnicamente preparada para operar com elevados níveis de eficiência do lado moçambicano, o desafio passa agora por assegurar condições equivalentes no lado zimbabweano, de forma a garantir o pleno funcionamento deste importante eixo regional de transporte. Redacção

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