O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Angoche apresentou esta terça-feira dois indivíduos — um jovem de 20 anos e o seu pai — suspeitos de envolvimento no homicídio de Ossufo Sucia, funcionário do Conselho Municipal de Angoche, ocorrido em janeiro deste ano.
Segundo o director distrital do SERNIC, Matangue Chone, após o crime os suspeitos ter-se-ão colocado em fuga na companhia de um terceiro membro da família, igualmente apontado como participante directo no esfaqueamento e que continua foragido. As diligências operacionais realizadas nos últimos meses permitiram localizar e neutralizar os dois primeiros indiciados: um foi detido na província do Niassa e o outro na cidade de Nampula.
O responsável explicou que a actuação das equipas de investigação foi determinante para os avanços alcançados no caso. “As diligências operacionais permitiram neutralizar dois dos suspeitos envolvidos no homicídio, e continuamos a trabalhar para localizar o terceiro membro da família que permanece em fuga”, afirmou Chone.
Durante a apresentação à imprensa, o jovem de 20 anos, apontado como principal autor do crime, negou todas as acusações. “Eu não tenho nada a ver com este caso. Não sei porque estou aqui. Eu não sei de nada”, declarou.
O pai, no entanto, adoptou uma posição contrária, confirmando os factos e admitindo o envolvimento familiar. “O que aconteceu foi verdade. Nós estivemos envolvidos no incidente que resultou na morte do senhor Ossufo Sucia”, disse.
O SERNIC garantiu que o processo segue os trâmites legais e que as operações para capturar o terceiro suspeito estão a ser intensificadas. “O nosso foco agora é capturar o terceiro suspeito”, reiterou a instituição.

