A Polícia da República de Moçambique (PRM), no Niassa, apresentou esta segunda-feira quatro cidadãos suspeitos de envolvimento no assassinato do treinador da União Desportiva de Lichinga, Jifassone Eduardo Bomomar, ocorrido a 30 de Março.
De acordo com o porta-voz do Comando Provincial da PRM no Niassa, Nelson de Sousa, citado pela Rádio FOT Lichinga, os suspeitos, com idades compreendidas entre os 20 e os 28 anos, incluem um casal e foram localizados após o rastreamento do telemóvel da vítima, encontrado na posse do grupo.
Segundo a corporação, além do telemóvel, os indivíduos terão também subtraído uma carteira com valores monetários ainda não quantificados. A PRM indica igualmente que os mesmos suspeitos poderão estar ligados a um outro crime ocorrido a 1 de Abril, envolvendo a agressão física de uma cidadã e o roubo de diversos bens.
Em declarações à Rádio FOT Lichinga, os detidos negaram qualquer envolvimento nos crimes.
Ainda no mesmo dia, a PRM anunciou a neutralização de um suspeito de assalto à mão armada contra um agente económico na cidade, tendo sido recuperada a arma de fogo utilizada na acção. As autoridades referem que continuam as diligências para localizar outros presumíveis envolvidos.
Crime que abalou a cidade
O homicídio de Jifassone Eduardo Bomomar ocorreu há duas semanas, quando o treinador, de 45 anos, foi atacado com recurso a catanas enquanto exercia a sua actividade como agente de moeda electrónica. Durante o assalto, os agressores apoderaram-se de dinheiro e telemóveis.
A vítima ainda foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Conhecido no meio desportivo local, Jifassone Bomomar orientava a equipa feminina da União Desportiva de Lichinga e já havia treinado o clube Águias Especiais de Lichinga, com o qual participou no Campeonato Nacional da II Divisão.
O caso gerou forte comoção na cidade de Lichinga, onde a morte do treinador é vista como uma perda significativa para o desporto e para a comunidade local. Redacção

