Quarenta e três passageiros sobreviveram a um naufrágio ocorrido na manhã de terça-feira, 18 de Agosto, no Lago Niassa, na localidade de Ngôo, Centro de Pesca de Limbué, Posto Administrativo de Cóbuè, distrito do Lago, província do Niassa.
A informação é avançada pela TV Lago Niassa, que reporta que o acidente ocorreu por volta das 8 horas, quando uma embarcação de madeira, que transportava passageiros e carga, fazia a viagem de regresso à Ilha de Likoma, no Malawi.
A bordo seguia um grupo cultural de dança Chioda, de nacionalidade malawiana, que se encontrava em Moçambique desde 14 de Agosto para participar num intercâmbio cultural. O grupo havia entrado no país através da localidade de Ngôo.
Segundo a Delegação Provincial do ITRANSMAR, IP de Niassa, a embarcação realizava uma travessia internacional não autorizada, no trajecto Cóbuè–Ngôo–Ilha de Likoma, numa distância estimada em 13 milhas náuticas.
O acidente terá ocorrido quando o condutor tentou evitar uma colisão com embarcações de pesca artesanal. Durante a manobra, a embarcação embateu contra uma rocha submersa, danificando o costado e o fundo, incluindo a quilha, as longarinas e as balizas transversais.
A entrada de água tornou-se incontrolável e acabou por provocar o naufrágio.
Apesar da gravidade do acidente, não foram registadas mortes. Assim que recebeu o alerta, o ITRANSMAR mobilizou uma equipa multissectorial, integrada por técnicos do instituto, agentes da Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial e CCPs, para realizar as operações de busca e salvamento.
A intervenção permitiu retirar da água os 43 passageiros e encaminhá-los para um local seguro. A embarcação também foi recuperada.
O naufrágio provocou ainda danos materiais significativos, incluindo a destruição de componentes estruturais da embarcação e a perda ou danificação de bens pessoais dos passageiros. O valor dos prejuízos ainda não foi determinado.
A ocorrência volta a chamar atenção para os riscos associados à navegação e à segurança de passageiros no Lago Niassa, particularmente em travessias internacionais e em zonas de intensa actividade de pesca artesanal. Redacção

