Foram buscar 10 mil rands, voltaram com “salário” de surruma

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Dois jovens moçambicanos que dizem ter viajado para a Suazilândia para trabalhar numa plantação de “surruma”, mediante a promessa de receberem 10 mil rands, acabaram detidos pela Polícia da República de Moçambique (PRM) em Maputo, na posse da mesma droga que, segundo o seu relato, lhes foi entregue pelo alegado empregador como pagamento.

Os jovens afirmam ter sido contratados para trabalhar numa plantação de surruma e dizem ter cumprido a tarefa durante vários dias, em áreas de cultivo que descrevem como extensas. No entanto, quando chegou o momento de receberem o pagamento acordado, o alegado patrão terá informado que não dispunha do dinheiro e, em alternativa, entregou-lhes a própria droga.

Segundo os detidos, a sua participação limitava-se ao trabalho na plantação e desconheciam o destino da surruma depois da colheita. Alegam igualmente não saber onde ou por quem a droga era comercializada.

Com a droga em sua posse, os dois decidiram regressar a Moçambique. De acordo com as autoridades, a entrada no país terá ocorrido de forma irregular, pela zona de Namaacha, depois de os jovens terem saído da Suazilândia.

Da fronteira, seguiram para Maputo, onde a viagem terminou num terminal rodoviário da Junta. Foi naquele local que, segundo a PRM, os dois foram localizados e detidos na posse da droga.

O caso deixa em aberto várias questões que deverão ser esclarecidas pelas autoridades, entre elas a identidade de quem recrutou os jovens, o proprietário ou responsável pela plantação, a origem e o destino da droga e as circunstâncias em que esta atravessou a fronteira até chegar a Maputo.

Os dois jovens sustentam que viajaram para trabalhar por 10 mil rands, mas acabaram por receber droga como pagamento. A alegação, contudo, não afasta a eventual responsabilidade criminal pela posse e transporte do produto, matéria que deverá ser apurada pelas autoridades competentes. Redacção

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