O Ministério Público emitiu, na manhã desta quinta-feira, mandados de captura contra três antigos gestores das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), no âmbito de processos relacionados com alegados esquemas de corrupção na empresa pública.
Estão em causa Pó Jorge, antigo Director-Geral da nossa companhia aérea de bandeira, Hilário Tembe, que até há cerca de duas semanas exercia as funções de Director Operacional, e Eugénio Mulungo, responsável pela área de Tesouraria.
Segundo noticiou o jornal Canal de Moçambique na sua edição de 11 de Fevereiro, o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) já teria comunicado à LAM que a detenção de Hilário Tembe poderia ocorrer a qualquer momento, recomendando a sua exoneração do cargo de “Account Manager”. Dias depois, o gestor acabou afastado das funções, sem explicações públicas por parte da companhia.
De acordo com informações avançadas pelo Canal de Moçambique hoje, um dos esquemas sob investigação envolve contratos de catering, nos quais facturas avaliadas em cerca de sete milhões de meticais teriam sido liquidadas por valores que ascendiam aos 15 milhões, sem fundamentação aparente para a diferença.
Fontes ligadas ao processo indicam que existem pelo menos cinco processos-crime instaurados, todos com mandados de captura já assinados por um juiz competente. As autoridades admitem que novas detenções possam ocorrer nas próximas horas, à medida que as diligências avançam.
Até ao momento, nem a administração da LAM nem os visados tornaram pública qualquer reacção oficial sobre os mandados de captura. O Ministério Público também não detalhou os crimes concretamente imputados, limitando-se a confirmar a existência de investigações em curso. Redacção

