Pelo menos 774 famílias, correspondentes a 3.418 pessoas, foram desalojadas na cidade de Cuamba, na sequência das cheias provocadas pela subida do nível das águas dos rios Muanda e Namutimbua, após as chuvas intensas registadas na última quarta-feira. As inundações afetaram vários bairros, nomeadamente Maganga, Mandemo, Adine-1, Adine-2, Nacaca, Mujawa e 3 de Fevereiro, onde dezenas de habitações ficaram submersas, forçando as famílias a abandonarem as suas casas.
As autoridades locais indicam que os deslocados estão atualmente acomodados em cinco escolas transformadas em centros de abrigo temporário, designadamente Mucuapa-Antena, Josina Machel, Samora Moisés Machel, Cansina e Maguiguana, situação que está a comprometer o normal decurso das atividades letivas.

O administrador distrital de Cuamba, Jacob Madumba, assegurou que, apesar da gravidade da situação, não há registo de mortos nem de feridos. Entretanto, o Governo está a mobilizar esforços para transferir as famílias para centros provisórios localizados em zonas consideradas seguras, com o objetivo de garantir melhores condições de assistência.
No terreno, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) encontra-se a proceder ao levantamento dos danos causados pelas cheias, devendo apresentar nos próximos dias uma avaliação mais detalhada do impacto da intempérie. Para além da cidade de Cuamba, as inundações estão também a afetar outros distritos da região sul da província de Niassa, com destaque para Mecanhelas e algumas zonas de Mandimba.
As autoridades apelam à população para redobrar as medidas de precaução, sobretudo nas zonas propensas a inundações, numa altura em que se prevê a continuação de chuvas intensas na região. Redacção
