Chapo cria sala de emergência para acompanhar cheias e travar subida de preços

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O presidente Daniel Francisco Chapo orientou, esta terça-feira, a criação de uma Sala de Operações de Emergência na Presidência da República, com o objectivo de assegurar o acompanhamento permanente da situação de calamidade provocada pelas chuvas intensas, inundações e cheias que afectam as regiões sul e centro do país.

A estrutura surge dias depois de o Conselho de Ministros ter decretado a Situação de Emergência e terá como missão centralizar a coordenação interinstitucional, monitorar a evolução do cenário no terreno e garantir uma resposta rápida e integrada às necessidades das populações afectadas.

No âmbito do acompanhamento inicial, as autoridades identificaram uma subida considerada preocupante dos preços dos produtos de primeira necessidade na província de Gaza, com maior incidência nas cidades de Xai-Xai e Chibuto, sobretudo nas zonas altas que acolhem populações deslocadas e reassentadas.

Face a este cenário, o Chefe do Estado orientou para que a Sala de Operações estabeleça um diálogo directo com outros sectores governamentais, visando a definição de mecanismos que permitam aos fornecedores e distribuidores de bens essenciais aumentar a oferta local de produtos como arroz, feijão, farinha e óleo alimentar, entre outros da cesta básica.

Segundo a Presidência, o reforço da oferta é considerado a medida mais eficaz para estabilizar os preços e garantir o acesso da população aos bens essenciais. Para o efeito, foi recomendada a mobilização das reservas existentes nas províncias de Manica, Sofala e Tete, consideradas geograficamente mais próximas, para o abastecimento de Gaza, com especial incidência em Xai-Xai, Chibuto e Chókwè.

Foi igualmente apresentada a proposta de utilização da via marítima para o transporte de alimentos a partir do Porto de Maputo até à província de Gaza, recorrendo à infra-estrutura recentemente instalada no contexto da exploração de areias pesadas na região. A solução prevê o desembarque dos produtos no Porto de Chongoene, de onde seguirão para um armazém regional em fase de montagem.

De acordo com o Governo, a medida visa reforçar a capacidade de resposta humanitária, complementar o fornecimento proveniente da região centro e garantir uma assistência alimentar mais eficaz às populações afectadas pelas cheias.

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