76 pacientes em espera por hemodiálise no Hospital Central de Maputo

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Pelo menos 41 pessoas morreram em 2025 no Hospital Central de Maputo (HCM) devido à insuficiência renal, uma doença que continua a crescer de forma preocupante no país. No mesmo período, 1.153 pacientes foram diagnosticados com doença renal, entre casos crónicos e agudos, e submetidos a tratamento de hemodiálise na maior unidade sanitária de Moçambique.

Os dados indicam também um aumento da procura por este tipo de tratamento. Actualmente, 76 pacientes encontram-se em lista de espera para hemodiálise, acima dos 46 registados anteriormente, o que levanta sérias preocupações sobre a capacidade de resposta do hospital.

Segundo a médica nefrologista e directora do Serviço de Hemodiálise do HCM, Elsa Chissico, a principal limitação está na falta de equipamentos. “Temos apenas 18 máquinas de hemodiálise, número insuficiente para atender à procura. Há pacientes com direito ao tratamento, mas que continuam em lista de espera porque não conseguimos responder na totalidade”, explicou.

A hemodiálise é um procedimento que substitui a função dos rins quando estes deixam de funcionar correctamente. Através de uma máquina, o sangue é filtrado para remover toxinas e excesso de líquidos, sendo depois devolvido ao corpo.

O que causa a insuficiência renal?

A insuficiência renal acontece quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue. As principais causas incluem:

  • Hipertensão arterial (pressão alta)
  • Diabetes mal controlada
  • Infecções renais
  • Uso excessivo de medicamentos sem orientação médica
  • Consumo de álcool e substâncias tóxicas
  • Doenças hereditárias

Em muitos casos, a doença desenvolve-se de forma silenciosa, sem sintomas claros nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Como prevenir?

Especialistas alertam que grande parte dos casos pode ser evitada com medidas simples:

  • Controlar a pressão arterial e os níveis de açúcar no sangue
  • Evitar automedicação
  • Reduzir o consumo de sal e álcool
  • Beber água em quantidade suficiente
  • Fazer exames médicos regulares

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão da doença até fases mais graves, que exigem hemodiálise ou transplante.

Apesar das dificuldades, há sinais de avanço no sector. Recentemente, foi aprovada uma nova Lei do Sistema Nacional de Saúde, que estabelece regras para doação e transplante de órgãos, tecidos e células. A medida poderá, no futuro, melhorar as opções de tratamento para pacientes com doenças renais em Moçambique. Redacção

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