Malária dispara no Niassa com mais de 228 mil casos

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A província do Niassa registou, desde o início do ano até ao momento, um total de 228.134 casos de malária, dos quais 56 resultaram em óbitos, segundo dados oficiais apresentados esta quarta-feira durante a IV Sessão Ordinária do Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado.

Comparativamente ao mesmo período de 2025, os números indicam um aumento de 25,6% no número de casos, quando haviam sido diagnosticados 181.658 episódios da doença. Apesar da subida significativa de infecções, o número de mortes reduziu de 63 para 56, o que pode indicar algum progresso na resposta clínica, embora o volume de casos continue a pressionar o sistema de saúde.

Durante a sessão, que decorreu sob presidência do Secretário de Estado no Niassa, Silva Fernando Livone, foram apontados como principais focos da doença os distritos de Lichinga, Chimbunila, Cuamba, Mandimba, Mecanhelas, Maúa, Sanga, Marrupa e Lago, onde se concentra a maior incidência de casos.

Além do balanço epidemiológico, o encontro abordou outros temas de interesse público, incluindo o ponto de situação da criminalidade nos últimos sete dias, o progresso da vigilância epidemiológica na província, a implementação do licenciamento digital no âmbito da plataforma e-BAU, bem como a proposta de asfaltagem de cinco quilómetros de estradas nas vilas distritais.

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Perante o agravamento dos casos de malária, o Secretário de Estado reforçou o apelo às comunidades para o uso correcto das redes mosquiteiras e para a adesão às campanhas de vacinação, sobretudo dirigidas a crianças dos 3 aos 59 meses, consideradas grupo de maior risco.

No domínio das infra-estruturas, a sessão apreciou ainda o projecto preliminar de asfaltagem de vias periféricas em todos os distritos da província. A iniciativa, segundo as autoridades, visa melhorar a mobilidade urbana, dinamizar a economia local e atrair investimentos, contribuindo para uma nova imagem das sedes distritais.

Apesar dos esforços em curso, os dados agora divulgados revelam que a malária continua a ser um dos principais desafios de saúde pública no Niassa, exigindo respostas mais robustas e sustentadas para travar a sua propagação. Redacção

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