A deportação do antigo ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, para Maputo sofreu um atraso inesperado devido a impedimentos relacionados com a escala prevista em Lisboa.
Apesar de já ter cumprido a pena nos Estados Unidos e de a sua saída estar inicialmente programada para o dia 26 de Março, Chang não conseguiu embarcar no voo de regresso ao país, depois de as autoridades portuguesas não autorizarem a sua passagem pelo território durante a escala.
Segundo a Miramar, o antigo governante chegou a ser transferido para o aeroporto de Boston, após deixar a custódia do sistema prisional norte-americano. No entanto, a viagem foi interrompida devido à falta de validação do documento de viagem por parte de Portugal, país por onde estava prevista a ligação aérea.
O itinerário incluía um voo entre Boston, Lisboa e Maputo, operado pela companhia TAP Air Portugal.
Com o impedimento, Manuel Chang permanece sob custódia do Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), numa unidade no estado de Massachusetts, sem que tenha sido anunciada uma nova data para a sua deportação.
Face à situação, a equipa de defesa recorreu ao Tribunal do Distrito Leste de Nova Iorque, liderado pelo juiz Nicholas Garaufis, solicitando uma intervenção judicial que permita a deportação imediata para Moçambique, bem como o esclarecimento de eventuais exigências adicionais para viabilizar a viagem.
O caso ocorre após Chang ter sido condenado nos Estados Unidos no âmbito do escândalo das dívidas ocultas, um dos processos mais mediáticos envolvendo figuras de topo do Estado moçambicano. O antigo ministro beneficiou de uma redução de pena, o que abriu caminho para a sua libertação e consequente deportação.
Até ao momento, não há reacção oficial das autoridades portuguesas sobre as razões específicas que levaram ao bloqueio da escala em Lisboa. Redacção

