Estrangeiros dizem sentir-se em casa nas ruas de Nampula

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Cidadãos de diferentes nacionalidades residentes na província de Nampula afirmam sentir-se integrados e seguros em Moçambique, apontando a hospitalidade do povo moçambicano como um dos principais factores que tornam o país atractivo para viver e trabalhar.

Naturais da Guiné, Somália, República Democrática do Congo e Mali relataram experiências marcadas pela convivência pacífica, respeito mútuo e sentimento de pertença, apesar de estarem longe das suas terras natais. Muitos garantem que encontraram em Moçambique um ambiente social estável, capaz de lhes proporcionar tranquilidade e dignidade.

Mahomed, cidadão somali residente na cidade de Nampula, descreve a sua permanência no país como positiva, destacando o acolhimento recebido por parte da população local. “Quando estou em Nampula, sinto-me como se estivesse na minha própria terra. Ninguém me incomoda e as pessoas sabem respeitar os outros”, afirmou.

Segundo o cidadão, Moçambique diferencia-se de outras realidades africanas por preservar um ambiente de tolerância e coexistência pacífica entre diferentes culturas e nacionalidades. “Aqui vivemos em paz. Não há perseguição nem ameaças contra estrangeiros”, acrescentou.

Na ocasião, Mahomed condenou episódios de xenofobia registados em alguns países africanos, com destaque para a África do Sul, defendendo maior união entre os povos do continente.

“O que está a acontecer na África do Sul não é bom. Isso só divide os africanos. Em qualquer parte do mundo, as pessoas convivem e fazem negócios juntas”, declarou.

Para o entrevistado, a África deve fortalecer os laços de irmandade e cooperação, rejeitando práticas de exclusão e intolerância. “Se começarmos a expulsar uns aos outros, ninguém vai ganhar. Precisamos nos aceitar como irmãos”, frisou.

Também Ali, cidadão de nacionalidade maliana, considera que Moçambique tem demonstrado capacidade de valorizar a diversidade cultural, apontando o Centro de Refugiados de Maratane como um exemplo de inclusão social.

“Nós aqui sentimos que estamos em casa. A cultura é próxima, a comida é semelhante. A grande diferença é a língua, mas todos somos africanos”, afirmou.

Ali sublinhou ainda que a convivência entre diferentes comunidades tem sido marcada pelo respeito e pela partilha de valores comuns, factores que facilitam a integração social dos estrangeiros residentes na província.

As declarações foram feitas esta quinta-feira, à margem das celebrações do Dia Mundial da Diversidade Cultural, evento que reuniu várias comunidades estrangeiras residentes em Nampula.

Na cerimónia, o governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, defendeu a diversidade cultural como elemento de fortalecimento da sociedade e apelou à convivência harmoniosa entre os povos. “A diversidade não enfraquece a sociedade, enriquece. Não divide povos, aproxima”, afirmou.

O governante apelou igualmente ao combate contra todas as formas de discriminação e preconceito, defendendo uma sociedade baseada no respeito pela dignidade humana. “Em Nampula não discriminamos ninguém. Devemos combater o preconceito e promover a convivência pacífica”, concluiu.

Agostinho Miguel

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