Dirigente da FRELIMO associa endividamento à aproximação à oposição

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O Primeiro-secretário do Comité Provincial da FRELIMO no Niassa, José Abibo Iassine, sugeriu que o crescente endividamento de funcionários públicos pode estar a influenciar mudanças de posicionamento político, incluindo uma alegada aproximação de alguns trabalhadores do Estado aos partidos da oposição.

As declarações foram feitas durante uma visita de trabalho ao distrito do Lago, na província do Niassa, segundo reportou a TV-Lago Niassa.

Sem apresentar dados estatísticos ou estudos que sustentem a afirmação, Iassine afirmou existir a percepção de que alguns funcionários públicos fortemente endividados estariam a desenvolver simpatias pela oposição, numa altura em que muitos trabalhadores enfrentam dificuldades para gerir os seus salários devido a empréstimos bancários acumulados.

O dirigente reconheceu que há funcionários cujos vencimentos chegam praticamente comprometidos antes mesmo do final do mês, resultado de créditos contraídos junto de diferentes instituições financeiras. Para Iassine, o fenómeno deixou de ser apenas um problema económico individual e passou também a produzir efeitos sociais e políticos.

As declarações surgem num contexto de crescente pressão sobre o custo de vida e de aumento das dificuldades financeiras enfrentadas por funcionários públicos em várias regiões do país, muitos dos quais recorrem ao crédito bancário para responder a despesas básicas.

Durante a intervenção, o responsável da FRELIMO defendeu maior prudência na contratação de empréstimos e apelou ao reforço da educação financeira entre os trabalhadores do Estado, argumentando que o sobre-endividamento afecta a estabilidade das famílias e o desempenho profissional.

Ainda assim, a associação entre dificuldades financeiras e inclinações políticas poderá alimentar debate, sobretudo por insinuar que o descontentamento económico pode estar a traduzir-se em afastamento político do partido no poder. Redacção

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