As consequências do caso da jovem que deu à luz no chão de uma unidade sanitária em Lichinga começam a produzir efeitos. A Direcção Provincial de Saúde decidiu suspender todas as parteiras que se encontravam de serviço na madrugada em que ocorreu o incidente, que gerou forte indignação pública.
Além do afastamento das profissionais, as autoridades determinaram a retenção dos respectivos salários como medida disciplinar provisória, enquanto decorre um processo de averiguação para apurar as circunstâncias do sucedido e eventuais responsabilidades individuais.
O caso ganhou repercussão nacional após a circulação, nas redes sociais, de imagens que mostram a parturiente a dar à luz fora da sala de partos, com a assistência de uma estagiária. Familiares da jovem acusam as profissionais escaladas para o turno de não terem prestado atendimento imediato, alegando que algumas se encontravam a descansar no momento do parto.
A divulgação dos vídeos provocou uma onda de revolta entre os cidadãos, que exigem a responsabilização dos envolvidos e melhorias na qualidade dos serviços de saúde. Diversos sectores da sociedade defendem que o episódio deve ser alvo de uma investigação rigorosa e transparente.
Entretanto, as autoridades sanitárias asseguram que está em curso um inquérito interno destinado a esclarecer os factos e determinar se houve negligência, incumprimento dos deveres profissionais ou violação dos protocolos de assistência materno-infantil.
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