Malária avança em Manica com 516 mil casos em apenas três meses

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A malária está a ganhar terreno na província de Manica. Só nos primeiros três meses deste ano, a doença provocou a morte de 29 pessoas e infectou mais de meio milhão de habitantes, números que representam um agravamento significativo em relação ao mesmo período de 2025.

Dados apresentados durante o III Fórum Provincial da Malária, realizado no distrito de Gondola, indicam que entre Janeiro e Março foram registados 516.778 casos da doença, contra 339.495 no período homólogo do ano passado. O número de óbitos também aumentou, passando de 16 para 29 vítimas mortais.

Perante a evolução considerada preocupante, a governadora da província, Francisca Tomás, instou o sector da Saúde a reforçar as estratégias de prevenção e combate à doença, procurando travar o aumento das infecções e da mortalidade.

Uma das medidas em avaliação é o impacto da campanha de distribuição massiva de redes mosquiteiras, considerada uma das principais armas na prevenção da malária. Entretanto, especialistas e organizações da sociedade civil defendem que o combate à doença exige uma mobilização mais ampla.

Adelino Xerinda, da Fundação para o Desenvolvimento na Comunidade (FDC), entende que o actual cenário exige um maior envolvimento das autoridades, parceiros e comunidades, por forma a inverter a tendência de crescimento da doença.

Durante o encontro, o representante do Ministério da Saúde, Alfa Moyane, apresentou as estratégias nacionais para reduzir a incidência da malária, numa altura em que Moçambique continua entre os países mais afectados pela doença no mundo.

Actualmente, o país ocupa a quinta posição entre as nações com maior carga de malária a nível global, enquanto a província de Manica surge em terceiro lugar no contexto nacional, um quadro que mantém as autoridades sanitárias em alerta. Redacção

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