Operação que matou Narciso Sambo foi “amadora”, acusa criminalista

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O criminalista Sandro de Souza considera que a operação policial que culminou na morte de Narciso Sambo, no distrito de Xinavane, província de Maputo, revelou falhas graves de coordenação e profissionalismo, segundo declarações divulgadas pela EcoTV.

A reacção surge após o comunicado do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), que explicou que a operação foi desencadeada na sequência de uma denúncia popular e tinha como objectivo localizar e capturar Narciso Sambo, apontado pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) como presumível autor de vários crimes graves, entre os quais homicídios, violação sexual, roubos à mão armada e raptos.

No comunicado, a PRM reconhece que a operação culminou no uso de armas de fogo devido à “complexidade e alta tensão” da intervenção, resultando na morte do suspeito. A corporação acrescenta que irá instaurar procedimentos para apurar eventuais excessos praticados pelos agentes envolvidos.

Entretanto, citado pela EcoTV, Sandro de Souza afirma que as imagens divulgadas nas redes sociais e reproduzidas por diversos órgãos de comunicação social levantam dúvidas sobre a forma como a operação foi conduzida.

Segundo o especialista, o principal problema não foi apenas o recurso à força letal, mas a aparente ausência de coordenação entre as diferentes forças mobilizadas.

“Cada agente parecia actuar por conta própria. Não foi uma operação profissional. Foi uma acção amadora, sem coordenação e longe do profissionalismo”, afirmou.

Na sua análise, as imagens sugerem que não existiu uma articulação eficaz entre agentes da PRM, da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) e do SERNIC.

O criminalista defende que uma operação destinada à captura de um suspeito considerado de elevada perigosidade deveria obedecer a uma cadeia de comando claramente definida, com funções específicas atribuídas a cada elemento da força destacada.

A morte de Narciso Sambo continua a suscitar debate público sobre os procedimentos adoptados pelas autoridades durante a intervenção, enquanto se aguarda pelos resultados das investigações anunciadas pela PRM. Redacção

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