Do pântano ao palco internacional: Quelimane mostra como se enfrenta a crise climática

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  • Edil defende mais investimento na resiliência urbana e alerta para a vulnerabilidade das cidades costeiras moçambicanas face aos eventos climáticos extremos

A experiência do Município de Quelimane na adaptação às mudanças climáticas esteve em destaque no 10.º Workshop de Maputo sobre Impunidade Corporativa e Direitos Humanos, onde o presidente do Conselho Municipal, Manuel de Araújo, apresentou as principais iniciativas implementadas pela autarquia para reforçar a resiliência da cidade perante os impactos da crise climática.

O encontro reuniu especialistas e representantes de vários países para discutir os desafios das alterações climáticas, da justiça ambiental e da transição energética justa, com especial enfoque na protecção das comunidades mais vulneráveis.

Além de Manuel de Araújo, integraram o painel Khadija Roba, da organização Save Lamu, do Quénia, e o advogado camaronês Apollin Koagne.

Na sua intervenção, o edil alertou para a elevada exposição das cidades costeiras moçambicanas aos fenómenos climáticos extremos, destacando que Quelimane, por estar localizada numa zona pantanosa, enfrenta simultaneamente riscos de cheias provocadas por chuvas intensas e pela subida do nível do mar.

Perante este cenário, Manuel de Araújo apresentou algumas das estratégias adoptadas pelo município para aumentar a capacidade de adaptação da cidade às mudanças climáticas.

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Entre as iniciativas destacam-se os projectos juvenis de acção climática apoiados pela Bloomberg Philanthropies, através dos quais jovens desenvolvem, há cerca de dois anos, actividades de plantio de árvores, recuperação de mangais para protecção da faixa costeira e outras acções de mitigação e adaptação às alterações climáticas.

Durante a sua intervenção, o autarca recordou igualmente os impactos provocados pelos ciclones Idai e Freddy, que afectaram severamente a prestação de serviços básicos à população, defendendo uma resposta mais estruturada por parte dos governos centrais para enfrentar os efeitos cada vez mais frequentes da crise climática.

Manuel de Araújo reiterou ainda a necessidade de promover cidades mais inclusivas, resilientes e sustentáveis, defendendo investimentos em mobilidade sustentável, protecção ambiental e democratização do espaço público como pilares essenciais para responder aos desafios impostos pelas alterações climáticas.

O 10.º Workshop de Maputo sobre Impunidade Corporativa e Direitos Humanos serviu de plataforma para a partilha de experiências e boas práticas entre representantes de diferentes países, reforçando o debate sobre soluções para uma transição climática mais justa e sustentável. Redacção

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