Dinheiro apreendido desaparece dentro da Polícia

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Quase um milhão de meticais e 600 dólares terão desaparecido das instalações onde estavam guardados valores apreendidos durante uma operação contra a exploração ilegal de minérios na província da Zambézia, levantando novas suspeitas sobre o caso que envolve o comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Chinde.

A informação, avançada no contexto da operação, dá conta de que o comandante foi detido no distrito de Mocuba, onde as autoridades terão encontrado cidadãos estrangeiros envolvidos no processamento de tantalite.

A operação, liderada pela Autoridade Tributária, resultou na apreensão de 51 toneladas de tantalite, além de dinheiro em numerário, incluindo valores em meticais e dólares.

Segundo as informações disponíveis, parte do dinheiro apreendido terá desaparecido cerca de um dia depois de ter sido depositado nas instalações destinadas à sua guarda. O montante em falta é estimado em quase um milhão de meticais e 600 dólares.

O desaparecimento dos valores acrescentou uma nova dimensão ao caso e poderá desencadear investigações para determinar em que circunstâncias o dinheiro deixou o local onde estava sob custódia e quem poderá ter tido acesso aos valores.

O comandante distrital de Chinde é suspeito de envolvimento em actividades relacionadas com exploração ilegal de recursos minerais, furto agravado e associação criminosa. As acusações, contudo, deverão ser esclarecidas pelas autoridades competentes no decurso do processo.

A detenção ocorreu na sequência de uma operação realizada no bairro Aeroporto, em Mocuba, onde, segundo as informações divulgadas, um cidadão de nacionalidade chinesa estaria a processar tantalite alegadamente de forma ilegal, na companhia de um cidadão português.

A PRM confirmou a detenção do comandante e de outros suspeitos e indicou que deverá prestar esclarecimentos adicionais sobre o caso.

O desaparecimento dos valores apreendidos passa agora a constituir uma das principais questões da investigação, devendo as autoridades determinar a cadeia de custódia do dinheiro, as pessoas que tiveram acesso aos valores e as circunstâncias em que ocorreu o alegado desaparecimento.

Até ao esclarecimento dos factos pelas autoridades, não é possível estabelecer responsabilidade criminal dos envolvidos. A detenção e as suspeitas constituem matéria de investigação e não equivalem a uma condenação. Redacção

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