Entender as estratégias que podem trazer estabilidade

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Infelizmente estamos num momento em que toda opinião se entende como direcionada para uma mudança de pensamento político nacional. Moçambique precisa de uma renovada expressão pública social que possa contribuir para uma estabilidade e paz real, não é onde estamos hoje.

Geralmente e em momentos conturbados como os nossos, os mais inteligentes entendem que na vida política, (olhando em particular para esta nossa casa soberana) a relação estratégica pressupõe a existência de um outro que tenta impor-nos a sua vontade e ao qual, ao mesmo tempo, tentamos impor a nossa vontade_ a tal dita dialética do antagonismo.

Em Moçambique, me parece que estamos sempre na condição de vontades incompatíveis com os governantes, pode até parecer coisa de desgraçados intelectuais ou de um povo com pouca compreensão da política real, mas é essa a nossa realidade.

Existe uma percepção generalizada de que os nossos objetivos como povo sempre colidem com os interesses desses outros que se assumem donos deste país. Para que nós possamos cumprir tais objetivos, eles terão de capitular, abdicando do controle de parcelas relevantes da sua estrutura do seu poder que o exercem através do uso da força.

Alguém tem que capitular para que Moçambique sobreviva como estado inteiro e soberano, tem que retirar a ideia de uma arma na bandeira para se esquecer da arma que montamos nas nossas cabeças. Não pode e nem deve existir quem é designado inimigo do povo, muito menos o pior de todos os Moçambicanos.

São quatro os elementos fundamentais deste enquadramento conceptual:

-Duas vontades conscientes e incompatíveis em confronto;

-Um jogo de soma tendencialmente nula_ para que um dos jogadores ganhe tem o outro de perder

-O uso da força ou a ameaça do seu emprego, o que quer dizer que não se trata de ” persuadir ” ou ” negociar”, por exemplo, mas sim de ” obrigar a aceitar”;

-A possibilidade de efectuar a sobrevivência do antagonismo, por aniquilamento ou pela dissolução das suas qualidades específicas.

Estes quatro elementos caracterizadores da relação estratégica são, ao mesmo tempo, as quatro condições fundamentais do critério de demarcação entre ” o estratégico” e ” o não estratégico”

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