Dinheiro da campanha de Nuvunga poderá ajudar filhos de Elvino Dias

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Menos de uma semana depois de ter sido condenado pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo ao pagamento de uma indemnização de um milhão de meticais ao presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, o director executivo do Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, anunciou que a campanha de solidariedade lançada por cidadãos permitiu arrecadar um milhão e sessenta e sete mil meticais.

Numa conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, Nuvunga agradeceu as manifestações de apoio recebidas e classificou a sentença que o condenou por difamação como um “julgamento político”, sustentando que a própria decisão judicial possui a mesma natureza. “Este é um julgamento político e a própria sentença também assim é”, declarou.

Segundo o activista, a resposta popular superou as expectativas e constitui uma demonstração de repúdio contra aquilo que considera serem injustiças e abusos de poder.

“Nunca tinha imaginado este nível de solidariedade. Isto prova que o povo está lá, o povo está firme e cada vez mais forte para dizer não às injustiças e ao abuso de poder. A solidariedade é a nossa única moeda”, afirmou.

A campanha de recolha de fundos, lançada na quarta-feira passada, ultrapassou rapidamente o valor da indemnização fixada pelo tribunal.

Com o montante necessário já garantido, Nuvunga revelou que parte do dinheiro excedentário poderá ter outro destino. Segundo explicou, dos 1.067.000 meticais arrecadados, cerca de 67 mil meticais poderão ser entregues à viúva do advogado Elvino Dias, para a aquisição de uniformes e outro material escolar destinado aos filhos.

“Estou aqui para me defender, mas o Elvino não teve oportunidade de se defender e deixou crianças que são responsabilidade de todos nós”, declarou.

O activista explicou que a proposta será submetida à apreciação dos próprios contribuintes e apoiantes da campanha. Acrescentou ainda que a maior parte das contribuições foi efectuada através de pequenos depósitos feitos por cidadãos anónimos, numa demonstração de solidariedade que considerou sem precedentes.

Na semana passada, o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo condenou Adriano Nuvunga a seis meses de prisão e ao pagamento de uma indemnização de um milhão de meticais a favor do presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, por difamação.

A decisão judicial concluiu que não foram produzidas provas que sustentassem as acusações segundo as quais Forquilha teria recebido alegadamente 219 milhões de meticais para “vender a verdade eleitoral”.  Inconformado com o veredicto, Adriano Nuvunga anunciou que irá recorrer da sentença para instâncias superiores. Redacção

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