NGANI, 11 de Setembro de 2025 – O deputado da bancada da Frelimo, pelo circulo eleitoral de Nampula, Egídio Vaz, criticou duramente o líder do partido ANALOMA, Venâncio Mondlane, acusando-o de “vitimismo” e “exigências infantis” relativamente ao Diálogo Nacional Inclusivo.
Através de uma publicação feita hoje na sua página do Facebook, Vaz considerou “absurdo e inoportuno” o pedido de Mondlane para que o ANALOMA tenha assento na Comissão Técnica do diálogo, sustentando que o processo já está estruturado e “não precisa de ser baralhado por um partido recém-criado”.
Segundo Egídio Vaz, o ANALOMA foi fundado “tarde demais”, em Agosto de 2025, após os protestos que se seguiram às eleições gerais de Outubro de 2024. Para o parlamentar, o novo partido seria apenas “uma manobra oportunista para surfar na onda de contestação”.
“O Diálogo Nacional Inclusivo foi lançado em março de 2025, com um Compromisso Político assinado por nove partidos já estabelecidos”, recordou o deputado, acrescentando que exigir agora um lugar formal na Comissão Técnica “é como chegar atrasado a uma reunião e querer reescrever a agenda inteira”.
Percurso político de Mondlane
Vaz acusou ainda Mondlane de “instabilidade crónica”, lembrando que o dirigente já passou por várias formações políticas, incluindo Frelimo, Renamo, MDM e Podemos – partidos que, segundo o deputado, “estão devidamente representados no diálogo”. “Enquanto os partidos que abandonaste trabalham pelo país, ficas a choramingar por mais espaço”, escreveu Egídio Vaz.
Outro ponto sublinhado pelo parlamentar é que, desde a sua posse como membro do Conselho de Estado em Setembro, Mondlane já tem acesso directo ao Presidente da República e à liderança do país. “Isso não é inclusão? Isso não é diálogo?”, questionou Vaz, acusando o opositor de desperdiçar canais já existentes para levantar críticas públicas.
O deputado citou ainda palavras recentes de Daniel Chapo, que no lançamento da auscultação pública do diálogo, a 10 de Setembro, afirmou que “não há excluídos” e que “ninguém precisa de carta para fazer parte do processo”.
Para Egídio Vaz, essas declarações confirmam que Mondlane já está integrado de facto, seja como cidadão, como ex-candidato presidencial ou como membro do Conselho de Estado. “O teu argumento desmorona-se como um castelo de areia: inoportuno, redundante e puramente egoísta”, concluiu.

