Cheias avançam sobre Xai-Xai e deslocam mais de 327 mil pessoas em Gaza

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A província de Gaza enfrenta uma das mais graves crises hidrológicas dos últimos anos, com mais de 327 mil pessoas afectadas pela subida do caudal do Rio Limpopo, que transbordou e atingiu zonas habitacionais da cidade de Xai-Xai e de vários distritos ao longo do vale.

As autoridades provinciais confirmam que 36 centros de acomodação temporária estão activos para acolher famílias deslocadas, numa resposta de emergência que tenta conter o impacto humano das cheias. De acordo com a governadora Margarida Mapandzene Chongo, cerca de 80% do território distrital foi afectado, o que explica a dimensão do movimento de retirada preventiva da população das zonas baixas.

O Centro de Acomodação de Chiaquelane, o maior da província, concentra mais de 25 mil pessoas, colocando forte pressão sobre os serviços de assistência humanitária, abastecimento de água, saneamento e saúde. As autoridades admitem limitações logísticas, agravadas pelo isolamento de algumas comunidades.

Além dos deslocados, mais de 3.500 cidadãos permanecem retidos ao longo da Estrada Nacional Número Um, depois de terem interrompido viagens devido à interrupção da transitabilidade causada pelas inundações. Muitas destas famílias encontram-se sem abrigo adequado, aumentando o risco de doenças e insegurança alimentar.

O cenário tende a agravar-se nas próximas horas. A governadora informou que a Barragem de Massingir aumentou as descargas para 6.500 metros cúbicos por segundo, depois de uma redução temporária para 5.000, elevando o risco de novas inundações ao longo do curso do Limpopo.

Perante a evolução da situação, o governo provincial reforçou o apelo à retirada imediata das populações que ainda permanecem em zonas de risco, sublinhando que a evacuação atempada é crucial para evitar perdas humanas. Até ao momento, foram registadas três mortes por afogamento no troço entre Incoluane e 3 de Fevereiro, um dado que confirma a gravidade da emergência em curso.

As autoridades mantêm o estado de alerta máximo e garantem que continuam a monitorizar o comportamento do rio, ao mesmo tempo que mobilizam parceiros humanitários para responder às necessidades imediatas das populações afectadas.

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