Novo livro denuncia sensacionalismo e pobreza da informação nas televisões moçambicanas

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Académicos da Escola Superior de Jornalismo lançam obra que questiona a qualidade dos conteúdos televisivos e o seu impacto na sociedade

Os académicos Sérgio Jeremias Langa e Joana André Matenga, da Escola Superior de Jornalismo, vão lançar, no final deste mês, o livro “INFOVULA: do Pauperismo Semântico à Qualidade da Informação da Televisão em Moçambique”, uma obra que faz uma análise crítica da televisão moçambicana e denuncia fenómenos como o sensacionalismo, o consumismo e a pobreza semântica presentes nos conteúdos transmitidos.

Editado pela Gala-Gala Edições, no âmbito da colecção “Nossa gente, nossa língua”, o livro reúne pouco mais de 200 páginas dedicadas ao estudo dos processos de construção da informação televisiva e dos seus efeitos na formação da opinião pública.

Na obra, os autores examinam a programação televisiva e as suas implicações socioculturais, alertando para práticas que, segundo defendem, comprometem a profundidade, o rigor e a qualidade da informação disponibilizada aos cidadãos.

Para o editor Pedro Pereira Lopes, a publicação introduz uma discussão necessária sobre o papel dos órgãos de comunicação social no país.

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“Este livro traz um debate urgente e necessário sobre a responsabilidade dos media na nossa sociedade, oferecendo ferramentas fundamentais para resgatar o rigor e a qualidade na comunicação social”, afirma.

Segundo os promotores, “INFOVULA” constitui uma referência para estudantes, investigadores e profissionais da área da comunicação, ao disponibilizar instrumentos teóricos e analíticos que permitem compreender a influência da televisão no desenvolvimento do pensamento crítico na sociedade moçambicana.

Um dos autores, Sérgio Jeremias Langa, é também autor da obra “Rebanho Desorientado: dos Enlatados Televisivos à Moçaxiologia”, dedicada à análise da relação entre televisão e educação para os valores da cultura local. Em ocasiões anteriores, o académico defendeu que “o jornalismo está a morrer” em Moçambique. Redacção

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